Sábado, 07 de Agosto de 2010

Agradecimentos

 

Agradeço a todos os que me ajudaram e a todos os que comentaram diariamente nesta minha ultima serie!

Desiderio, Tudy, Cátia <3 » em especial a estes mas a todos que deram opiniões como a Raquel que agradeço e a todos os outros do fórum!

Despeço-me e espero que tenham gostado.

 

 

diogosimoes

publicado por Diogo Simões às 21:39

45º Capítulo

 

O dia anterior tinha sido cansativo. Tínhamos visitado todas as partes daquela civilização e tínhamos ficado encantados.

Encontramos Alice só ao fim do dia.

- Amor! – Abraçamo-nos e beijamo-nos como se não nos víssemos á meses. – Esta tudo bem?

 

 

- Sim e não…

- Então?

- Já sabem das duas propostas?

- Sim, e o que tem?

- A minha mãe falou delas e ela disse que a decisão de um é a decisão de todos! Ninguém pode ficar cá, se ficarmos temos de ser todos assim como se formos temos de ir todos.

- Sim, faz sentido.

- É esse o problema, eu sei que vocês querem ir, mas eu tenho cá a minha mãe!

- Ela não pode vir?

- Não, a “passagem” é só para três. Ela disse que conhece já á muito o “governador” e pode falar com ele e ela diz que consegue.

- Então qual é o problema? – Perguntou Will.

- Vamos ficar separados. – Disse eu e Alice repentinamente.

Um silêncio preencheu aquele ambiente e combinamos ir todos dormir para pensar melhor nas decisões.

 

(Agora aqui são vocês que escolhem o final. Ou a opção 1 ou a opção 2. Espero que gostem e se quiserem ler os dois, leiam em intervalos de tempo diferente para não misturarem os acontecimentos ou se quiserem comprar melhor sim. A ESCOLHA É VOSSA. Mas pessoalmente gosto mais do 1º.)

 

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Por motivos de organização comentem o capitulo neste post e não nos outros que vos será apresentados.

publicado por Diogo Simões às 11:36

Sexta-feira, 06 de Agosto de 2010

44º Capítulo

 

Esta terrível! Estava cansado e sentia-me observado. O guarda já tinha entrado á cerca de vinte minutos e estava tudo demorado.

Tentei levantar-me mas cai logo de seguida. Levantei-me outra vez e consegui.

Nesse momento fui abraçado com força embora estivesse á nora e confuso. O abraço era forte e mostrava saudades mas também medo e de susto.

 

 

- Jace? O que fazes aqui?

- Alice! Meu amor … - Abracei-a novamente e beijei-a fortemente. Ela estava frágil e com medo! Tremia por todos os lados.

- Eu também estou aqui! – Era Will que comentava com uma cara de alegria e de espanto.

- Meu irmão! – Abraçamo-nos e sentamo-nos todos novamente.

Contei-lhes o que tinha acontecido comigo e eles fizeram o mesmo.

Levantamo-nos com o objectivo de ir ver um objecto que estava na escuridão mas as enormes portas abriram-se e curiosamente chamaram-nos os três.

Seguimos os três, Alice vinha agarrada ao meu braço e Will e do outro lado dela também com o braço dele pronto para a defesa.

 

 

Olhamos para aquela sala. Antiquada mas não muito. Decorada e toda ao estilo egípcio.

A mesma pergunta era feita na minha cabeça. Porque razão era tudo …

- Egípcio meu rapaz? – Olhamos todos para o lugar de onde vinha a voz e ficamos a contemplar o velho homem. – É simples! E sentem-se por favor, vocês não são nenhuns prisioneiros. O povo egípcio, assim como todos os outros ajudaram-nos sempre. Nos, como atlantes mostramos a nossa tecnologia a todos os povos e este como prova de agradecimento deu-nos estas talhas douradas e muitas outras riquezas. E gerou muita confusão! Todos queriam os nossos segredos e foram todos escondidos na biblioteca de Alexandria mas esta foi destruída pelo terrível incêndio que o nosso povo causou para assim preservar a nossa civilização. Isso não foi muito bem visto e gerou muita polémica e uma guerra enorme foi feita mas um homem conseguiu erguer a civilização e criar a nova Atlântida.

Ficamos todos de boca aberta com o extenso relato do homem desconhecido! Ele tinha respondido a todas as nossas perguntas, mas como poderia …

 

 

- Meu jovem, antes de ser se imperador deste “reino” é preciso passar por vários anos de treino, físico e mental. Aprendi a ler os pensamentos, mas não se assustem. A propósito, sou Valdimir!

Um silêncio muito grande ficou instalado até Alice ter a coragem para se manifestar.

- Porque nos trouxe até aqui?

- Muitos tentam e não conseguem descobrir mas não, vocês foram diferentes. Descobriram tudo e sobretudo conseguirão “ver com o coração”. Quis conhecer-vos e tenho-vos acompanhado á algum tempo assim como o meu informador! Marcus.

Marcus apareceu agilmente na sala ao lado de Valdimir e com os seus olhos carregados de vermelho.

 

 

 

- Mas não queremos fazer mal! Apenas queríamos saber as vossas intenções.

- Nós só queremos ir embora! Estão muitas pessoas preocupas com o nosso desaparecimento e do avião.

Queremos ir embora.

Eles trocaram olhares e depois falaram.

- Temos duas propostas para vos fazer. Mas agora dêem uma volta na nossa “ilha”.

- Posso perguntar uma coisa?

- Claro meu jovem.

- Porque têm olhos vermelhos e amarelos. – Inquiriu Will baixando a cabeça parando de olhar para os olhos do “governador”.

- Tem haver com um monte de coisas! Será explicado se aceitarem uma das nossas propostas.

- Menina!

- Quem, eu? – Inquiriu Alice.

- Sim! Quando for lá para fora tenha cuidado com quem encontra.

- Como assim!?

- Logo verá!

Viramo-nos para abrir a porta e quando nos voltamos para nos despedirmos reparamos que Valdimir e Marcus já lá não estavam! A sala estava já vazia e pouco iluminada!

Subimos as escadas e olhamos em redor apreciando a vista magnífica que tinha sobre o oceano.

- Alice? És tu?

Olhei para traz para ver quem falava e uma expressão de surpresa e de susto ocupou-se da minha cara.

 

 

Virei-me assim como os rapazes fizeram e o meu coração saltou de surpresa também. As lágrimas saíram dos meus olhos e escorreram pelo resto da cara acabando por tocar no frio chão de pedra.

Demos ambos passos leves e corremos uma para a outra.

- A minha pequenina! Estás tão crescida!

 

 

 

- Mãe …

Senti um enorme calor no meu peito! Algo que me acontecia só quando estava com Jace e agora voltava a senti-lo com a minha mãe! Ela não estava morta! Estava ali de carne e osso a abraçar-me com todo o seu calor.

- Vamos filha. Vamos conversar.

 

 

 

 Marcus veio ter comigo e com Will e falou claramente.

- Venham comigo! E não vos fazemos mal, estejam descansados e controlem por favor os vossos pensamentos.

Calei a minha mente e seguimo-lo os dois atrás dele.

- Como o nosso “governador” disse, temos duas propostas para vos fazer.

Ele olhou para umas crianças e pela primeira vez eu e Will víamos um acto de ternura quando ele se baixou e apanhou um gancho deixado por uma rapariga e de seguida deu-lho fazendo-lhe carícias na cabeça.

- Cuidado para a próxima.

Desligamos os nossos pensamentos e na nossa mente dissemos para ele continuar com a conversa.

- A primeira é vocês ficarem connosco e serão muito bem tratados! Irão aprender todos os costumes e tradições e lendas da nossa civilização.

Um silêncio fez-se quando uma nova criança se chegou perto de Marcus e lhe deu um medalhão. Este guardou-o e seguiu caminho.

- Qual é a segunda? – Perguntei não aguentado a espera.

- É vocês partirem e fazerem um voto como não falarão com ninguém sobre a nossa existência.

E vocês confiam assim em nós?

- Sim! Temos observado bem os vossos pensamentos e maneiras de agir bem como as vossas atitudes! Por isso vos demos esta oportunidade.

Porque me puseste doente?

- Eu nunca fiz isso Jace. – Era a primeira vez que ele dizia o meu nome – A Alice também me confrontou sobre isso mas eu não sabia! Lamento.

Calei-me e continuamos o passeio até subirmos para cima do telhado daquelas casas! E olharmos para o oceano. Uma vista muito bela!

- Têm de dar uma resposta amanhã!

Marcus desapareceu e deixou-nos naquela grandiosa vista.

 

publicado por Diogo Simões às 17:07

43º Capítulo

 

O avião entrou numa espécie de túnel. Olhando através das janelas via-se escuridão.

Parou num terreno irregular e nesse momento todos os que tinham desmaiado acordaram! Estava tudo pensado ao pormenor.

Atordoados com a aterragem, saímos e vimos vários e complexos túneis que tinham sempre descrições em latim por cima. Calculava-se que fossem direcções a seguir.

Os homens que vinham atrás de nos não nos faziam mal e estavam calados, pediram apenas para os seguirmos e se não o fizéssemos podíamos perder-nos naquele “louco” labirinto.

 

 

Seguimos pelo do meio e viramos varias vezes pela esquerda e pela direita e por fim descemos para baixo.

Depois da descida subimos para cima por umas escadas acompanhadas por corredores de pedra. O céu foi visualizado mas com muito nevoeiro que impedia a vista mais de quem estava fora.

 

 

Lembrara-me agora da descrição que estava ao lado da entrada do túnel: Cidade.

Será que realmente a Atlântida existia? Seria assim tão simples descobrir numa viagem para a Flórida! O que me iria acontecer?

Tinha tantas perguntas na minha cabeça que até me dava náuseas de tentar adivinhar as respostas para estas.

Subimos novamente e demos com uma montanha, e estava “meia cortada”. Perguntava-me como seria possível fazer tal coisa.

Saímos da montanha que tínhamos estado e todos os passageiros, não que fossemos muitos, ficamos a vislumbrar uma nova cidade. Uma cidade escondia entre o lendário Triângulo das Bermudas. A sua forma pelo que se podia ver muito rapidamente era de um triângulo bem estruturado mesmo assim enorme e pelo que se via continuava pela restante zona daquele triângulo.

 

 

As casas eram magníficas, eram antigas, e só agora ao olhar notava que a minha visão estava diferente! Estava mais “ampliada”, mas não sabia! No meio havia uma enorme torre, egípcia senão me enganava, perguntava-me o que ela faria ali no meio. As descrições continuavam a ser feitas na minha cabeça assim como as minhas “perguntas sem respostas” enquanto continuávamos a seguir os guardas que nos tinham acompanhado na viagem.

Descemos num lance de escadas e fomos para outro piso mas mais silencioso e com vários tipos de recordações.

- Aguardem um momento por favor.

Sentamo-nos todos no chão de pedra frio enquanto víamos os guardas a entrarem pelas pesadas portas que se encontravam naquela parede decorada a um estilo egípcio.

 

 

Depois de termos caminhado por diversos túneis tinham-nos pedido para esperar aqui! Parecia uma excursão.

No outro lado, tinha chegado outro grupo e os guardas tinham entrado nas mesmas portas que os nossos.

Estava assustada! A esta hora, se não estive vindo a esta visita podíamos estar os três juntos e eu a namorar com Jace! Será que alguma vez o iria voltar a ver! Tinha receio que não …

- Alice! Vou ver ao outro lado quem é que chegou! Queres vir?

- Não Will! Não tens medo!?

- É só curiosidade! Fico escondido nas sombras, não te preocupes.

Levantei-me ajudada por Will, e fomos os dois pelas sombras daquela sala escura, em que a única iluminação provinha de um pequeno candeeiro de fogo.

Aproximamo-nos mais até ver os rostos de outras pessoas que ainda pareciam atordoadas.

 

 

 

publicado por Diogo Simões às 10:17

Quarta-feira, 04 de Agosto de 2010

42º Capítulo

 

 

Querida mãe, apesar de ter jeito para escrever os meus livros nunca gostei de despedidas e atrapalho-me, sabes disso como eu.

Espero que me perdoes pelo que fiz mas eu tinha de ir! Se nos voltarmos a ver eu explico-te tudo e digo-te pessoalmente que te adoro. Também para aproveitares a vida e seres feliz e não te preocupes comigo, eu sei cuidar de mim.

Beijos de uma pessoa que te adoro e sobretudo te ama pelo que tu sempre foste e pelo cuidado que sempre tiveste comigo.

FICARÁS SEMPRE NO MEU CORAÇÃO, mesmo que o pior aconteça.

Nunca é demais dize-lo mas, eu adoro-te.

 

Soltei um grito de dor que ecoou pela casa toda parecendo até que as janelas estremecessem e o pó que estava sobre aquelas molduras da entrada fugisse para longe.

As lágrimas apareceram nos meus olhos e deitei-me no chão esperando que a dor passa-se. Poderia nunca mais vê-lo.

 

 

 

Logo depois de o piloto ter dado ordem para nos agarrarmos, foi como se tivéssemos entrado num campo novo e se olhássemos pelas janelas éramos “cegados” pela enorme luz que provinha de uma torre enorme e antiga parecida com uma do Antigo Egipto, mas era impossível, deveria estar a sonhar.

Will agarrou-se a mim explicando-se depois.

 

 

- Eu prometi ao Jace que iria cuidar de ti, e é isso que vou fazer por um amigo que deve estar a desesperar com o desaparecimento do avião.

- Obrigado Will! Ele ia ficar contente por saber o quanto tu és amigo dele.

- Eu sei! Ele também o foi para mim, mas entre amigos não se faz favor, faz-se porque eles são a coisa mais preciosa.

- És um bom amigo! Tenho uma sorte imensa.

Agarramo-nos mais assim que o avião estremeceu e um barulho ensurdecedor entrou pelos nossos ouvidos.

- Vigias-te o Marcus!

- Sim, ele desapareceu.

O som fez-nos adormecer acabando por acordar mais tarde num novo local que aos meus olhos era desconhecido.

 

 

 

 

- Temos um voou agora mas vai muito vazio. – Explicava a estagiária do aeroporto. - Temos um voou agora num pequeno avião, deseja fazer esse percurso! Será mais barato para o senhor.

Naquele momento aceitava tudo o que pudesse para ir ter ao local onde poderia estar Alice e Will bem como a Atlântida, o tema que nos tinha fascinado a todos e o queríamos descobrir.

- Sim! A que hora parte o voou?

- Daqui a meia hora.

Os meus planos tinham-se todos atrasados e com o avião desaparecido nunca tinha pensado que seria difícil marcar voou para a Florida mas iria na mesma e ninguém me poderia impedir.

- Muito bem miúdo.

A voz chegou ao meu ouvido fazendo-me arrepios na coluna, não queria pensar no quanto conhecia aquela voz e segui em frente para a zona onde iria embarcar.

 

 

Entrei no pequeno avião e começou a subida que me causava sempre a impressão no estômago mas se revelava uma sensação engraçada.

Horas depois o piloto fez claro para nos agarrarmos pois atravessávamos uma zona de turbulência.

As camareiras ofereceram bebidas aos poucos passageiros e deitei para fora imediatamente o que me tinha sido dado assim que reparei nos olhos amarelados das camareiras.

Fingi-me desmaiar.

 

 

publicado por Diogo Simões às 15:13

Terça-feira, 03 de Agosto de 2010

41º Capítulo

 

O meu resto de noite tinha sido terrível. As sensações, os movimentos e a tristeza que me causava sé de pensar no que poderia ter acontecido aos meus dois colegas, sem para falar já no sofrimento que outros me fizeram, e que um deles era a minha namorada! A minha segunda á qual que confiara tudo: – Eu tenho de fazer alguma coisa. – Pensara.

A noite caiu trazendo com ela a escuridão e a dor de olhar para o céu.

Adormeci num sono cheio de terror e de sofrimento.

 

O relógio marcava as três da manhã certas.

 

 

 

Sai da cama o mais rapidamente possível e abri o computador tentando fazer o menos barulho possível para não instalar o caos naquela casa.

Digitei rapidamente as palavras que queria na minha pesquisa e rapidamente encontrei um registo de um avião que saia às cinco da manhã para a Flórida.

- Tens duas horas Jace! Duas horas para levar o essencial e escrever uma carta de despedida á tua mãe.

 

 

Apressei-me rapidamente e o que me custou mais foi escrever aquela carta que poderia ser a “última” para a minha amada mãe que apesar de tudo compreendia o que eu fazia e fizera assim como eu a compreendida e ela tinha ainda o namorado que lhe podia dar todo o apoio.

- Desculpa mãe. Vou sentir a tua falta! Amo-te. – Colocava a carta de cima da mesa da cozinha tentando não empeçar numa cadeira.

Sai de casa lentamente com e tirei o casaco do cabide e coloquei lá o cartão de crédito que me iria garantir a passagem e uma foto que tirara de uma das molduras. Uma foto da minha mãe e eu e do meu pai! Iria ser uma boa fonte de alegria e de força sempre que olhasse para ela.

Chegado á rua liguei o telemóvel e telefonei para a estação de táxis. Enquanto fazia a chamada a minha visão captou movimentos bruscos e sinistros e pareciam ser feitos das sombras! Uns olhos vermelhos surgiram do nada “atravessando” essa parede que era preciso ver com o coração para a detectar.

 

- Vais cometer um erro tremendo! Ela está bem! Eu cuidarei dela.

Marcus estava á minha frente pela primeira vez, vestido a rigor e com os seus olhos vermelhos a perscrutarem-me.

Assim que o fitei este desapareceu novamente nas sombras entrando num buraco obscuro que por mais que visse com o coração não distinguir.

Peguei no telemóvel ainda com as mãos a tremer e marquei novamente o número e minutos depois o táxi chegou e entrei nele recostando-me no sofá…

 

publicado por Diogo Simões às 10:02

Segunda-feira, 02 de Agosto de 2010

40º Capítulo

 

Fui para casa e deitei-me no sofá para ver se adormecia mas rapidamente o som da televisão acordou-me assim que carreguei acidentalmente no comando da televisão.

Assustado com o volume que esta apresentava levantei-me e baixei a televisão.

 

 

Subi para o meu quarto e tomei um duche rápido e vesti-me. Hoje não tinha aulas, hoje e até domingo, graças a deus. Mas, não ia ter companhia o que me entristecia mas podia trabalhar no meu livro e estar com velhos amigos.

Olhei para o relógio.

- Já são dez da manhã! Já lá devem ter chegado.

Pensei no que me Alice tinha dito: - Eu ligo-te quando chegarmos.

Esperei ansiosamente mas nada, o telemóvel não tocava.

- JACE!!! CHEGA AQUI RÁPIDO. – A minha mãe gritava fazendo-se ouvir pela casa toda.

- O que foi mãe! É preciso gritar?

- Jace! Por favor, tem calma esta bem! Promete-me.

 

 

- O que aconteceu…

As minhas palavras caíram, tudo á minha frente tinha desabado.

 

 

Notícia de ultima hora!

O voo S899 desapareceu á cerca de meia hora dos radares. O avião transportava cerca de uma centena de alunos de uma escola que vinham em viagem de finalistas segundo reportam os nossos enviados especiais para mais um desaparecimento no Triângulo das Bermudas.

 

As lágrimas escorreram pela minha cara tocando naquele suave chão de madeira e fazendo um breve som.

As suaves mãos da minha mãe passaram pelos meus ombros e depois pela minha cara e esta virou-ma para mim.

- Jace! Vais ver que ele vai aparecer e vai estudo ficar bem! Vais ver.

 

 

 

Abracei a minha mãe com todas as forças que tinha e lembrando-me do ultimo momento com Alice e Will e também a dor de perder alguns colegas meus que tinham sido sempre simpáticos comigo.

- Alice, eu estou contigo, aconteça o que acontecer! EU AMO-TE! Ontem, hoje e amanhã meu amor… - Disse eu na minha cabeça como se estivesse a enviar uma mensagem, mensagem a qual queria que ela recebesse onde quer que esteja.

- Mãe, eu tenho que ir!

- Ir onde?

- Á Flórida mãe!

- Jace! Estás maluco! Nem penses que eu te deixe ir…

- Mãe por favor – dizia eu a chorar.

- Jace, eu tenho medo, não te quero perder.

- MÃE…

- FILHO…

- Eu já tenho vinte anos, deixa-me ir!

- Não Jace! Não vais e ponto final.

 

 

- ODEIO-TE.

- Jace! Espera …

Subi para o meu quarto e desarrumei tudo! Batia claramente com a cabeça na parede na esperança que “esta” me conseguisse parar mas não.

- Eu quero-te agora meu amor! Aqui! Bem aqui! O meu coração está a olhar para ti e está a adorar o que vê, porque tu és muito especial!

Agora já falava para o ar! Estava jeitoso estava!

Mas ela ia fazer tanta falta! Eu tinha de ir! Havia alguma coisa por detrás disto tudo! E o Marcus tinha ido á viagem o que ainda me deixava mais receoso e com mais vontade de ir ter com eles.

 

 

publicado por Diogo Simões às 11:00

Domingo, 01 de Agosto de 2010

39º Capítulo

 

Os dias tinham passado calmamente mas com muita ânsia! Hoje era Terça Feira e Alice estava a abraçar-me á já uma hora! Sem exageros digamos. Era o nosso último dia antes da partida dela para a Flórida.

- Alice! Não me abraces assim! Parece que vai ser a última vez que nos vamos ver.

 

 

- E pode ser Jace, mas não quero pensar nisso, quero estar contigo até ao último momento!

- Oh amor! Não te preocupes, eu vou estar sempre contigo, na tua cabeça e no teu coração. SEMPRE.

- Eu adoro-te simplesmente.

- E eu a ti! Mais do que nunca.

Separamo-nos e fomos dar uma volta á praia naquela bela tarde!

Estava calma, assim como estes últimos dias. Marcus tinha desaparecido por completo do mapa e ia á viagem em que Alice ia! Estava com receio de que este pudesse preparar alguma coisa mas não queria pensar nisso neste momento de despedida.

- A que horas é que vocês vão?

- Pelo que está nos montes de papéis é às cinco da manhã! Lá vou eu ter de acordar cedo. – Disse ela com um breve sorriso – Mas vai valer a pensa amor!

- Eu vou lá estar contigo!

- Estas a dizer que vais acordar às quatro da manhã para lá estar às cinco?

- Sim! Claro! Que raio de namorado não quer estar com a namorada neste momento, especialmente com estas descobertas e problemas que temos os três…

- Agradeço a tua simpatia mas não é preciso! Não quero que o meu pequeno acorde cedo por minha causa.

- Pequeno?

- Não te esqueças que sou um ano mais velha que tu!

- É … daqui a dois meses apanho-te? – Disse piscando-lhe o olho e seguindo com o passeio.

 

 

Cheguei casa quando já passava das sete da tarde.

- Filho! Ainda bem que chegas-te, vamos jantar?

 

 

 

- Sim, até tenho fome!

- Pois, acho que tenho de agradecer á tua namorada por te ter dado apetite.

- Por falar nela! Amanhã vou acordar cedo para a levar ao aeroporto, pode ser mãe?

- Sim, claro! Ainda bem que avisas-te, assim não me assusto quando ouvir a porta a bater.

Ajudei-a a por a mesa e sentamo-nos e apreciamos daquele maravilhoso jantar.

Depois de ajudar novamente a minha mãe foi para o quarto adiantar uns trabalhos e fui-me deitar para estar fresco logo pela manhã.

 

 

 

O telemóvel começou a vibrar no preciso momento em que o relógio marcava as quatro da manhã.

Estava ferrado no sono o que me causou dificuldades em levantar-me.

Tomei um duche de água fria, desci e tomei um café para me manter acordado embora já não fosse muito necessário.

Sai de casa tentando fazer o mínimo barulho disponível.

 

Chegamos juntos ao aeroporto e os professores já chamavam.

- Adeus Jace – Will abraçou-me com força – Até breve, espero eu – disse baixo na esperança que não ouvisse.

- Vai andado Will, já te apanho.

- Jace! – Alice abraçou-me com tanta força e beijou-me! Um beijo molhado! Ela chorava.

 

- Alice! Eu vou estar sempre contigo, e não vai acontecer nada, eu prometo!

- Amo-te – Dissemos em uníssono.

Ela seguiu caminho e os meus olhos ficaram molhados sabendo que o que ela tinha dito poderia ser verdade!

Fui para casa e deitei-me no sofá para ver se adormecia mas rapidamente o som da televisão acordou-me assim que carreguei acidentalmente no comando da televisão.

 

publicado por Diogo Simões às 15:50

Sábado, 31 de Julho de 2010

Olá todos! Aqui fica o trailer final da minha ultima e maios recente série! Espero que gostem:

 

 

 

 

publicado por Diogo Simões às 13:45

Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

38º Capítulo

 

 

 

- O que é que lhe fizeste? – Tinha passado a maior parte do dia á procura de Marcus e encontrara-o junto á praia ao pé do bar que nos tínhamos encontrado á algum tempo. – Responde se faz favor.

- Desculpa mas não sei do que falas, lamento.

- Tu infectas-te o Jace! Porque!? Porque é que fizeste isso.

- E porque pensas que foi uma pessoa tão boa como eu?

- Porque ele tinha os olhos vermelhos. Como tu.

Não sei como aconteceu mas quando dei por mim tinha caído no meio do chão depois de Marcus me dar uma chapada.

- Seu cobarde.

Levantei-me e fui para o hospital ver se tinham novidades sobre o estado de Jace.

Logo depois de entrar Will veio ter comigo com uma cara um pouco mais animada mas mesmo assim de cansaço.

- Alice! O Jace vai sair do hospital ainda hoje! Ele está bem e os médicos não sabem o que aconteceu, é só isto que te posso dizer.

- Não faz mal, já é bom saber que aquele cretino não lhe fez nada de mal.

- Falas-te com o Marcus?

- Sim, encontrei-o e foi uma cena aterrorizadora, disse-lhe tudo o que achava dele, pelo menos o que pensava claro e ele bateu-me.

- Bateu-te? Como? Estás bem?

- Sim estou, mas é melhor não contarmos nada ao Jace, por segurança e vamos á viagem.

- Sim, quero falar contigo sobre isso.

- O que me queres dizer?

- Quero dizer-te que acho que o Jace merece que façamos a viagem e podemos assim fazer uma investigaçãozinha.

- Sim, é uma boa ideia.

 

 

A tarde passou-se rápido.

Cheguei a casa e instalei-me no sofá com Alice a olhar atentamente para mim.

 

 

- Alice, queres dizer-me alguma coisa?

- Não, não quero.

- Então porque olhas assim para mim?

- Estou preocupada contigo, fiquei muito assustada. Mesmo!

- Mas eu já estou bem! Não te preocupes amor, a sério.

- Amor, como sabes, eu já decidi ir á viagem…

- Sim, eu sei … Se quiseres vais mas tenho medo que o avião …

- Não digas isso amor! Qualquer das maneiras fica tranquilo, não quero ir para a viagem e que penses assim.

- Mas tenho de me preocupar, é o meu dever também, de todos aliás.

- Sim, claro mas vai tudo correr bem. Vais ver que vamos passar o Natal todos juntos e daqui a nada vamos estar a estudar para os exames, eu vou ficar bem e se acontecer alguma coisa tenho lá o Will, ele é super fixe mesmo.

- Vê lá se não te apaixonas pelo meu melhor amigo. – Disse rindo-me tanto que fiquei vermelho.

- Nunca. Os meus olhos só vêm uma pessoa.

- Posso saber quem? Já agora?

- Não sei se conheces! Chama-se Jace.

- E podes mostrar-me o quanto gostas dele?

- É para já…

 

 

 

 

 O dia anterior tinha sido calmo apesar do meu incidente.

Fomos para as aulas embora rodeados por uma “pequena” considerável multidão. Todos perguntavam como estava e outros a dizer que devia ter ficado em casa e faltar as aulas para aproveitar. Agradecia a preocupação e seguimos para as aulas, mas como era um dia “leve” ia-se passar bem.

 

 

- Bons dias meninos! A directora de turma olhou para mim com ar assustado mas voltou á aula.

Queria recolher o dinheiro da visita como temos falado e ontem foi falado á tarde! Alguns de vocês não estavam cá… - olhou novamente para mim e prosseguiu – por isso vamos tratar destes pormenores…

Depois de o silêncio ser instalado Makie perguntou o dia da viagem visto que isto tinha sido muito rápido e os pais andavam á nora.

- Amanhã haverá uma reunião com os vossos pais. Mas em princípio será na quarta-feira a partida …

publicado por Diogo Simões às 17:45

Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

37º Capítulo

 

- Sentem-se se faz favor. O facto é que não me lembro porque vos avisei da viagem assim! Não me lembro e não posso fazer nada pois já todos começaram a pagar e parecendo que não já está tudo tratado.

Ficamos intrigados com aquela resposta, a nossa professora parecia sincera.

- E o resto das turmas também visto que ninguém se lembra disto, mas por favor não digam nada a miguem, ninguém pode saber disto senão é o pânico geral.

- Mas como não sabe de nada! Isso é impossível! Explique-se.

- Jace tem calma, por favor.

- Como queres que tenha calma, vocês vão naquela viagem e pode ser que vocês …

- JACE! – Grunhiu Will. – Já te estás a …

 

 

Jace caiu ali á minha frente! As lágrimas chegaram-me aos olhos assim que vi a professora olhar para o chão com uma cara preocupada.

- Jace, Jace!

Olhei para ele e tinha os olhos estranhos. Tinham um vestígio de …

- Não pode ser! NÃO PODE!!!!

- Alice, o que foi? – Disse Will enquanto olhava para os paramédicos a levarem Jace e a confusão instalada na escola.

- Viste os olhos dele Will! Viste!

- Não Alice, não vi.

- Estavam vermelhos Will, vermelhos. – Abracei-me a Will chorando tanto que os nossos colegas se aproximavam e nos abraçavam fazendo um abraço colectivo.

 

 

 

 

Estava escuro, mas um escuro diferente, vermelho! Via a minha última cena mas em vermelho! Será que estava bem. Jace, não sejas estúpido estas não sei onde, inconsciente e a falar para o nada…

O que estava a acontecer? Tentei lembrar-me de todas as minhas memórias e das mais recentes e da que tinha estado anteriormente mas só me lembrava de cair no chão e vislumbrar o perfil da minha professora, mas, espera ai! Era ai! Nessa “cena”, os olhos dela estava amarelados e estranhos…

 

 

 

- Alice, o que aconteceu? – Era Vilma que vinha na minha direcção e me abraçava com força e prestes a chorar.

- Não sabemos, os médicos não nos dizem nada e ele caiu assim do nada, não sei mais nada. Lamento.

- Oh! Não lamentes minha querida, estives-te com ele, tu e Will. Obrigada Will. – Dizia a mãe de Jace abraçado Will.

- Temos de esperar…

- Não, eu vou a um sítio.

Sai do hospital preparada para tudo o que acontece-se e por segurança coloquei uns óculos de sol na esperança que me salvasse de qualquer tentativa da parte de Marcus …

publicado por Diogo Simões às 20:53

Quarta-feira, 28 de Julho de 2010

36º Capítulo

 

 

- Jace foi aquilo que ele me disse no sonho. Tenho a certeza.

Saímos da praia depois daquele incidente, digamos mais, daquele encontro.

- Alice! Queres que te leve a casa?

- Não Jace, obrigado na mesma. Temos de nos vestir e ir para as aulas. Já está quase na hora.

- Sim! Se acontecer alguma coisa liga-me ok?

- Não te preocupes! A minha casa é perto, por isso vai ser num estante mas aceito companhia para ir para a escola.

- Claro meu amor.

Seguimos caminhos separados e cheguei a casa calmamente, mas o silêncio foi quebrado rapidamente pela minha mãe.

- Onde passas-te a noite Jace?

- Por ai…

- Que raio de resposta é essa! Diz-me onde estiveste. Foi com a Alice não foi?

 

 

- Se preferes sim foi com ela.

- Jace, só quero que tenhas cuidado. Vocês já …

Fingi não ouvir aquela pergunta e subi para o quarto.

- Jace responde.

- Ah! Desculpa, pensei que fosse uma pergunta retórica.

- Estás muito animado meu menino.

- Sim, já dormimos juntos.

- Isso sei, só quero saber se usaram … protecção.

- Mãe! Não acredito que estás a ter comigo esta conversa, sabendo que eu sou responsável. Lembras-te?

Subi para o quarto ignorando as “meias risadas” da minha mãe. Tomei um banho, troquei de roupa e preparei-me para ir buscar Alice.

Desci as escadas e sai para a rua mas quando abri a porta reparei que a minha namorada lá estava.

- Não era eu que te ia buscar?

- Eras, mas decidi “improvisar”, mas anda, já são horas.

Seguimos para as aulas, e mais uma vez, era Latim, á cerca de algumas semanas perguntara para que precisava eu dele mas agora via que precisava dele para as nossas “investigações”.

 

 

Entramos para a aula e lá ficamos nas duas horas seguintes.

 

 

 

Saímos para o primeiro intervalo da manhã.

- Jace! Eu já decidi.

- Sobre … continua se faz favor.

- Eu vou á viagem! Ainda não tinha decidido bem apensar daquela conversa mas também preciso! É tanta coisa nova na minha vida que tenho de pensar e repensar e depois algumas confusões com o meu pai, por isso vai fazer-me bem.

- Tens de pensar na nossa relação? É isso?

- Não Jace, não! Eu adoro-te, amo-te, tu és tudo de bom na minha vida para além do Will claro e de outras pessoas. Mas tu és especial, por isso não sejas tonto se faz favor.

- Não senhor! Nunca. – Abracei-a suavemente mas com muito amor.

 

 

 

- Aqui estão malta! – Era Will e estava cansado. – A D.T quer falar connosco sobre aquilo …

publicado por Diogo Simões às 21:00

Terça-feira, 27 de Julho de 2010

35º Capítulo

 

 

 

Alice acordou daquele pesadelo. Estava toda transpirada e aterrorizada e o que fez assim que acordou foi agarrar-me. Estava assustada.

Aconselhei-a a tomar um duche e ela lá foi. Tirei uma roupa do roupeiro dela que tinha lá deixado e coloquei-a á porta da casa de banho.

Passado um bocado ela está já pronto e agarrou-me novamente como se fosse uma boneca mas de vidro, estava frágil e constrangida.

- O que se passou meu amor?

- Sonhei com ela outra vez Jace! Com o Marcus.

A minha cara ficou branca como o cal! Acalmei-me e tentei fazer o mínimo de perguntas possíveis para não a “afectar” mais.

- O que é que ele te disse?

- Agora não me lembro Jace! Desculpa …

- Não tens de pedir desculpa por nada, é natural!

- Só que pareceu tão real que eu ainda me assustei mais por causa disso, percebes?

- Claro! Eu sei o que isso é meu amor.

- Ficamos agarrados por um bom bocado naquele clima de pânico e “dor”.

- Hoje vi-o! A sair da sala do director.

Assimilei lentamente as palavras dela e mais uma vez respirei fundo.

 

 

- Vamos pensar nisso mais tarde.

- Sim! Agora quero ficar assim, e ouvir o teu coração bater…

Adormecemos os dois juntos num clima mais tranquilo e sereno.

 

 

 

- Jace! Podes atender o telemóvel se faz favor? – Inquiriu Alice ensonada.

- Já vou! É uma mensagem.

Estiquei o braço e vi o remetente!

- Olha o Will diz que quer falar connosco da viagem! Ele já tomou uma decisão.

- Ele que venha cá logo! Agora estou mal disposta.

Respondi ao SMS e dirigi-me á cozinha para preparar alguma coisa para comermos! Ultimamente o meu apetite despertara, mas mais vale tarde que nunca.

Quando já tinha subido as escadas ouvi alguém bater á porta. Desci novamente as escadas e abri a porta. Era Will.

- Olá! Tudo bem meu? Trouxe uns bolinhos, a minha mãe é uma chata enorme.

- Estou bem, apesar de ter feito agora o meu lanche, ainda aceito uns bolinhos caseiros.

Subimos para o quarto e saboreamos aquele lanche! Para mim, duplo lanche.

- E para que nos queres aqui? – Perguntei dando uma trinca na minha sandes.

- Eu decidi ir á viagem!

Paramos de mastigar o que tínhamos na boca naquele momento de revelação.

- Tens a certeza?

- Sim! E faz-me bem! A minha mãe está a meio do divórcio e eu apesar de ser já um adulto sofro todos os dias com isso só quando estou com vocês é que esqueço tudo.

Sabia o que ele estava a sofrer, tínhamos falado disso quando Alice nos levou para o fabuloso sítio dos seus sonhos.

- É bom ires! Vamos estar sempre a divertirmo-nos e podemos assim afastar os nossos problemas por uma semana.

O dia acabou com uma para sua casa e com o jantar de Alice lá em casa e á ultima da hora a minha mãe avisara que ia jantar com o seu “amorzinho”.

Acabamos o jantar e Alice ajudou-me a levantar a mesa.

- Também gostava de esquecer isto tudo, sabes!

- Sim amor, eu sei! E compreendo-te muito meu amor! E eu estou aqui para tudo o que quiseres!

- Mas vais fugir-me não é verdade? – Puxei-a para mim e beijei-a!

 

 

- Olha que bonito, agora estou cheia de espuma. – Declarou ela dando várias gargalhadas.

- Vamos passear?

- A esta hora!? – Disse eu sentando-me na cadeira do balcão.

- Sim! Vamos á praia.

 

 Saímos e fomos para a praia naquela noite calma e fresca.

Deitamo-nos na areia e ficamos assim a olhar para a lua até adormecemos num sono profundo.

 

 

 

Acordamos já os raios de sol espreitavam pelo mar.

Despertamos os dois ao mesmo tempo. Alguém vinha ao nosso encontro! Era… era Marcus.

- Acordem senhores sonolentos. Á coisas que não estão destinadas a serem descobertas…

 

publicado por Diogo Simões às 21:38

Segunda-feira, 26 de Julho de 2010

34º Capítulo

 

A cara dela foi de inquietação e de espanto. Olhava várias vezes para o panfleto e depois para nós, como se estivesse esquecido do que ia a dizer até que aclareou a voz e disse:

- Deve ser um erro tipográfico! Vou já falar com a direcção para ver o que se passou.

- Muito bem. – Acabamos por dizer em coro.

 

 

Saímos da sala e seguimos para a fila de almoço. Íamos almoçar na cantina.

 

 

 

 

 

A minha cabeça especulava todas as atitudes e quando saímos da sala da nossa directora de turma tinha visto Marcus a sair da sala do director. O que estaria ele a tramar. Já sabíamos o que ele era, pelo menos o que julgávamos que era. Mais tarde tinha de contar ao Jace mas estava incerta, ele já estava preocupado com a nossa ida na viagem e se disse-se o que tinha visto, ele ainda era capaz de ficar mais inseguro.

Continuamos a ir pelos corredores até á cantina enquanto Jace e Will conversavam alegremente sobre os jogos de futebol que se avinhavam passando brevemente pelos nossos exames que se aproximavam e o quanto era aborrecido estudar.

Finalmente tínhamos chegado á cantina! Servi-me com o que havia e sentamo-nos os três é mesa, eles contentes a falar e eu perdida nos meus pensamentos.

 

 

 

O almoço tinha sido bom assim como a companhia que eu desfrutara embora Alice estivesse muito calada e quando estivéssemos a sós iria perguntar-lhe o que tinha, mas agora não! Queria deixar ela pensar no que quer que fosse para lhe dar um mínimo de “espaço” daqueles acontecimentos que tinham marcado a vida de nós os três.

O final da tarde estava próximo e fomos para casa descansar e pensar, neste caso, eles, sobre a viagem.

Entrei em casa seguido de Alice que tinha aceitado o meu convite para cá jantar.

 

 

- Anda amor! A casa não mudou! Ainda deves saber onde é o meu quarto.

- Sim, sei! – Afirmou ela com um enorme sorriso.

- Soube que eu vou á casa de banho.

 

 

Estava decidida a contar-lhe! Ele tinha de saber, ou apenas contar-lhe se notasse que ele estava calmo, não o queria preocupar. Ai! A minha cabeça estava carregada de pensamentos e de acções que não sabia se haveria ou não de fazer!

 

 

 

Abri a porta do quarto e vi-a claramente a dormir em cima da cama. Coloquei-a dentro da cama e cobri-a.

Abri o computador e comecei a escrever mas havia sempre um ponto que me bloqueava que me fazia pensar em como continuar para o próximo passo.

 

 

Abro o meu MSN e visualizei os agradecimentos e as saudades que os meus amigos tinham mas fiquei feliz ao ver que muitos deles estavam disponíveis e sendo assim agradeci e coloquei a conversa em dia.

Muitas das suas palavras davam-me inspiração acabado por vezes a rir-me com situações que criava. E, podia dizer claramente que a historia que tinha feito na minha cabeça e passado para o meu próximo livro, estava a acontecer-me, mesmo á minha frente. Com enigmas e coisas inacreditáveis que estão á frente de todos mas ninguém se dá ao trabalho de as observar.

Guardei o documento e fechei o computador. Nesse preciso momento Alice começou a mexer-se claramente, como se estivesse presa num pesadelo e quer sair dele.

 

 

Era um sítio místico e rural. Não era horrível mas a pessoa que estava á minha frente era a última que queria ver á face da terra.

Marcus. Estava claramente trajado a rigor mas com um facto não muito antiquado. Os seus olhos mudavam claramente de cor e aproximava-se de mim com um passo lento.

 

Dizia sempre a mesma coisa: Que á coisas que não estão destinadas a serem descobertas.

O sonho era tão real que julgava conseguir agarrar nas coisa mas não, as palavras que dizia eram fortes e davam ordem e não um pedido mas ao mesmo tempo uma espécie de, misericórdia? Estava confusa, queria sair daquele mundo e entrar no meu, o mundo da realidade e não o mundo da minha imaginação.

 

 

 

- Está tudo tratado meu senhor! A escola já os informou da viajem ser mais ceda.

- Sim! Mas não quero vidas inocentes, só aqui estão os mais curiosos e os que chegaram mais longe.

- Sim, eu sei! Á coisas que não estão destinadas a serem descobertas.

 

publicado por Diogo Simões às 15:51

Domingo, 25 de Julho de 2010

33º Capítulo

 

 

Saímos da sala de aula assim que a nossa “reunião” acabou. Eu não poderia ir á viagem, talvez para o próximo ano, mas este não. Alice e Will por outro lado estavam contentes e a minha única razão de não estar no verdadeiro festejo era porque não iria ver Alice mas também eram só oito dias e o que poderia acontecer?

- Então malta. Estão muito contentes.

- Sim, mas agora temos de ir á biblioteca para despachar isto tudo. – Prossegui Will.

Seguimos para a biblioteca enquanto Alice olhava atentamente para o panfleto da viagem. Chegamos á biblioteca e Alice ainda continuava a olhar para o panfleto.

 

- Alice o que tem isso que te deixe intrigada.

- A viagem! A viagem deveria ser nas férias do Natal e não daqui a duas semanas e o panfleto tem a data da do mês de Dezembro.

- Sim, realmente isso é estranho! Depois vamos falar com a nossa D.T porque pode causar confusão nos nossos pais.

- Sim! Têm razão, mas agora vamos fazer o que aqui viemos fazer.

Procuramos e encontramos uma enciclopédia e fomos “explorar” melhor a localização da Atlântida.

Abri nas páginas em que mostrava o planisfério e fiquei petrificado quando vi verdadeiramente, ou seja, com os meus próprios olhos.

- Jace o que foi?

- Alice onde é a viagem?

- É á Florida! Mas porque!

- ALICE! Florida é um dos cantos, digamos assim

- Jace por favor, podes explicar melhor aqui ao teu amigo?

- Sim claro, desculpem. O triângulo das Bermudas é chamado assim pois consiste num triângulo tal como se referia também na inscrição e um dos pontos que o formam é a Flórida.

Sentamo-nos todos nos sofás acabando por ser engraçado apesar da situação em que estávamos.

 

 

- Vocês não podem ir! Não aguentava perder um amigo como tu e uma pessoa tão especial como tu amor!

- Oh Jace! Não vai acontecer nada e eu ainda não sei se realmente vou, esta data do aqui do panfleto é traiçoeira! Vamos falar com a directora de turma? – Alice levantou-se e veio ter comigo. – Vá, vamos, temos de esclarecer isto.

Saímos da biblioteca e descemos as escadas e fomos para o corredor em que se encontrava a sala de professores e os gabinetes administrativos. Não podíamos fazer barulho.

- Professora!? Podemos entrar? – Perguntou Alice á medida que ia entrando.

- Claro, meus queridos! Passou-se alguma coisa? Têm uma cara.

Sentamo-nos logo depois da ordem dada por ela e falamos.

- Bem, nós estamos um bocado confusos porque o panfleto diz que a viagem é nas férias de Natal e a professora disse-nos que era daqui a quinze dias.

 

 

publicado por Diogo Simões às 18:12

Sábado, 24 de Julho de 2010

32º Capítulo

 

Novembro

- Alice! Tens a certeza.

- Sim, tenho. A Atlântida existe e é no sítio mais enigmático do mundo, debaixo da vista de toda a gente.

- Amor será que podemos dormir. Estou super cansado e amanhã temos aulas.

- Sim. Claro.

- Onde vou dormir?

- Às de dormir no sótão. Claro que vais dormir ao pé de mim meu amor. O meu pai hoje faz o turno da noite, por isso dormes comigo.

- Agrada-me a ideia.

- Mas não estavas cansado?

- Sim, e estou. Mas basta ter uma noite normal contigo para ficar mais animado. Nada melhor do que passarmos a noite com alguém que gostamos.

Abrimos a cama e deitamo-nos e adormecemos num sono tranquilo e feliz embora preocupados com as revelações que tínhamos descoberto nesta noite já de Novembro.

 

 

 

O dia tinha começado com o cantar dos pássaros.

O céu estava límpido e com um pequeno brilho do sol que espreitava por entre as montanhas.

Acordei suavemente e sai de casa de Alice sem fazer o mínimo barulho possível para a acordar e quando chega-se a casa mandar-lhe-ia uma mensagem a explicar a minha saída.

Cheguei a casa era já oito e meia da manhã. Por sorte a minha mãe já tinha saído á uma hora e meia e assim não tinha de responder ao inquérito.

Subi para o quarto, e vesti-me logo a seguir de ter tomado um refrescante duche.

As minhas aulas como só começavam às dez ainda sobrava tempo por isso tomei calmamente o pequeno – almoço e sentei-me no sofá a ver televisão.

Olhava várias vezes de relance para o telemóvel na esperança se Alice já estava acordada para assim poder mandar uma mensagem mas o que me aconteceu foi acabar por olhar para o número da minha ex-namorada. Madalena. Que até á poucos dias tinha visto a mensagem dela, mas o facto era que não queria falar com ela neste momento de descobertas, preocupações e romances.

Sai de casa e fui para mais um dia de aulas, iríamos ter reunião com a nossa directora de turma.

Pelo caminho mandei a mensagem a Alice e a Will a dizer que tínhamos descoberto o enigma.

Alice respondeu logo assim que tinha acabado de enviar para o nosso amigo mas Will só respondeu vinte minutos depois a agradecer-me por o ter acordado, Ou seja, ele ainda estava a dormir.

Sentei-me num dos bancos do bar da escola que ainda estava com pouco movimento e comi uma pequena sandes de fiambre e manteiga visto que não tinha comido muito.

- Bom dia pessoal. – Era Will que vinha com Alice.

- Ambos pediram algo para comer e sentamo-nos.

- A Alice, como te tinha já avisado, pensa e eu agora também, que os três pontos referem-se a um triângulo e ai temos a ligação com o triângulo do diabo e a seguir as aulas passamos pela biblioteca para ver melhor a localização do triângulo.

- Sim, temos de ir! Já não aguento esta espera.

- Pois! Mas descansa se a nossa vida fosse mais fácil e sem problemas era mais fácil.

 

 

A campainha soou nas paredes do bar e seguimos para a nossa primeira aula que seria com a nossa directora de turma.

- Meninos! Sente-se todos se faz favor. Temos assuntos importantes a tratar.

- Que tipo de assuntos professora? – Perguntou Félix.

- Tudo a seu tempo.

Entraram todos os restantes alunos na sala e a ela distribuiu folhetos por todos nós.

- Vamos fazer uma viagem?

- É isso mesmo. As vossas férias estão ai e, para viagem de “finalistas” a escola preparou esta oportunidade.

As informações estão todas no papel que vos entreguei.

- E onde é a nossa viagem?

- É á Florida meus caros amigos…

publicado por Diogo Simões às 21:13

31º Capítulo

 

 

 

A noite estava amena. Tranquila para dizer a verdade embora com uma leve brisa que refrescava as ruas daquela cidade.

- Os três pontos são a chave.

- O que quer dizer isso Alice?

Estávamos os três novamente juntos, mas neste caso com um “problema” nas mãos.

- A sério que não sei! Só traduzi metade da frase, o resto esta ilegível e com o passar do tempo tornou-se pior.

- Já é melhor que nada. – Contestou Will sentando-se no pequeno sofá do quarto de Alice. – E o que achas que quer dizer? Pensas-te nalguma coisa?

 

 

- Por isso é que vos chamei. Para ver se pensamos melhor todos juntos.

- Sim, vamos tentar.

Ficamos toda a noite a discutir hipóteses mas chegou a uma certa altura que não dizíamos coisa com coisa.

- Bem, acho melhor irmos todos para casa e amanhã falarmos! Pose ser?

- Sim! Até amanhã Will! E eu vou também! Beijos!

Will já ia a caminho de casa entrando pela noite dentro.

- Não Jace! Tu ficas!

- Pois foi! A “nossa” noite!

Fechei a porta da casa novamente e fui com ela para a cozinha e ajudei-a a preparar um chocolate quente.

- Ajudas-me numa coisa? Já faz algum tempo que a minha mãe morreu! – Ela olhou para o lado como fazia sempre com qualquer assunto delicado e prosseguiu. – Ajudas-me a escrever á minha mãe se faz favor.

Olhei para ela assim que me coloquei de frente para ela.

- Tu sabes perfeitamente que sim, evitas de perguntar, a minha resposta será sempre sim para ti! Eu amo-te.

Aproximei-me e beijei-a.

- Jace pára, pára.

Recuei rapidamente e afastei-me.

 

 

- Oh amor não é isso! Anda cá!

- Então porque me afastaste?

- Porque me deste “inspiração” e penso já saber o que quer dizer a frase que traduzi.

- Agora dou-te inspiração? – Rime mas parei assim que ela me puxou para o quarto dela.

Tirou um livro da estante e abriu!

- Porque raio queres uma enciclopédia mundial?

- Os três pontos são o triângulo!

- Como assim!

- Como nós lemos, e como logicamente nos apercebemos é impossíveis as civilizações terem construído tudo sozinhas sem um apoio por tecnologia. E o Stonehange é um bom exemplo, tanto que para o “agradecimento” escreveram todas aquelas expressões em latim. Só não percebo porque só encontramos numa pedra visto que a frase fala em três pontos e a estrutura inicialmente tinha três pontos.

- Como sabes disso tudo!? – Perguntei incrédulo acompanhando o seu raciocínio.

- Pesquisas e quando leio não brinco, tento sempre aprender alguma coisa nem que isso seja ficção.

Ela continuou a folhear o livro e descobriu o que tanto procurava.

- Cá está! O Triângulo das Bermudas.

publicado por Diogo Simões às 11:48

Quinta-feira, 22 de Julho de 2010

30º Capítulo

 

Seguimos todos para casa de modo a pensar naquelas palavras que tínhamos visto! Mas sinceramente não tínhamos percebido muito. Elas estavam agrupadas todas umas em cima das outras formando um desenho que para quem visualizasse agora a pedra levantada, iria mais contemplá-lo e tirar fotos do que propriamente aproximar-se e ver o que fazia aquele desenho.

Sentei-me no sofá a ver mais um dos programas caricatos que a minha mãe via.

 

 

Pus-me no “zaping” até que a cena mais estranha me invadiu a mente.

 

Este canal não está disponível!

 

22/9

 

Como poderia o canal National Geographic estar “encerrado” nas emissões desde o dia vinte e dois se hoje já é dia trinta e ainda ontem tínhamos mandado um e-mail?

Desliguei a televisão na esperança que tudo aquilo fosse uma partida e adormeci calmamente.

- Jace, Jace. Acorda. – A minha mãe chamava-me abanando-me. – Tem calma, já cá estou.

- Não é isso! É só que temos convidados.

Concertei-me mas depois de ver Michael deitei-me novamente no sofá e pus-me a ver televisão.

- Estou a ver que gostas de animais, são muito engraçados mas muito ferozes também.

 

 

 

Ele calou-se e vindo que não dava respeito falou mais uma vez.

- Vá, fica aqui com a National…

Assimilei calmamente as palavras todas e depois de a frase estar completa olhei para o logótipo do canal. Sim, era o que tinha visto a bocado mas agora tinha as emissões retomadas.

- Mãe! Acho que não estou bem! Vou-me deitar.

- Jace espera. Isso deve ser fraqueza! Agora vais comer com a gente.

- Como queiras.

 

 

 

Sentamo-nos como uma família á mesa, embora não foce a minha opinião e a minha mãe sérvio calmamente o arroz.

Falaram algum tempo e de vez em quando lembrava-se que estava ali.

- Jace! A comida não é para estragar! Come ao menos umas três garfadas vá! Tens de meter alguma coisa dentro de ti.

Boa, agora tinha passado a bebé, a história das garfadas era enervante.

Tocaram á porta nesse preciso momento.

- Deixa estar, eu abro.

Levantei-me calmamente, estava mais do que mole e abri a porta!

- Jace! Precisamos de ti! Ah! Boa noite! – Dizia Will reparando que interrompia o “maravilhoso jantar”. – Desculpa ter interrompido.

- Não faz mal… salvaste-me. – Disse eu baixinho. – Mãe, eu vou com ele! Tens a casa só para ti! Vá, beijos.

Saímos de casa o mais rápido possível!

- O que aconteceu?

- A Alice descobriu uma coisa.

 

publicado por Diogo Simões às 17:27

Quarta-feira, 21 de Julho de 2010

29º Capítulo

 

Recebemos o e-mail com uma resposta torta vinda por parte de “supostamente” profissionais e de um desvio nada disfarçado.

 

 

Muito obrigado pelo seu trabalho mas de facto não nos interessa esse tipo de informação vida principalmente de pessoas que não têm mais de vinte anos!

Com a sua permissão.

Até á próxima.

 

- Ou este tipo não sabe escrever cartas de jeito ou queria mesmo ser assim!

- Pois! Acho que acertas-te nas duas hipóteses. Como não ligou “patavina” ao que escreveu e foi rude e despachou o assunto rapidamente.

- Bem malta e se formos nós fazer a própria investigação? A nossa investigação.

- Parece-me bem.

 

 

- Sim! Mas podemos comer primeiro? – Inquiriu Will olhando para a barriga. – Não olhem assim para mim! Ela é que precisa.

Descemos as escadas depois da risada que Will tinha pregado!

Comemos e seguimos para a Biblioteca Municipal.

- Jace, acho que estamos a ser seguidos. – Sussurrou ela ao meu ouvido.

- Também já tive essa impressão mas com todas estas coisas pensei que foce ilusão. Mas agora que falas nisso.

A Biblioteca foi avistada e Will apontou claramente, devia ter-se lembrado que não era de cá.

 

 

 

 

- Atlântida, Atlântida, Atlântida… Cá está ela. -

Will tirou um volumoso livro e pousou-o em cima da mesa. – Acho que este chega para os três.

- Chegava se não tivesses tirado o livro com o nome AS 1001 Lendas da Atlântida.

- E que importância tem? Vai dar tudo ao mesmo.

- Sim Jace, ele tem razão! Tudo não passa de mitos e lendas, e esse é bem antigo.

Depois de alguns minutos de pesquisa tanto informática como manual vimos que apontavam para um monumento antigo! Stonehange.

Dizia-se que era impossível uma civilização antiga ter erguido blocos de pedra gigantes e que até existem marcas de latim gravadas na parte debaixo das pedras.

- Ou seja! Como raio os “antigos” sabiam latim se só se data a sua existência anos depois?

- Anos e anos. Mas sim! É isso! Mas temos essa sorte de poder investigar!

Saímos porta fora daquele espaço e seguimos para um local onde estava este monumento! Pelo menos parte dele.

 

 

 

- Apagas-te todas as marcas?

- Sim meu senhor.

- Qual queres vestígios?

- Sim senhor.

- Muito bem! Lamento tanto fazer isto aos nossos antigos antepassados mas estes jovens chegaram demasiado perto e vão magoar-se!

- E muito! – Afirmei em tom baixo.

- MARCUS! Sei que estás revoltado com o que eles fizeram com os teus pais mas não podes ter tanta vingança ou retirarei todos os teus dons dos teus lindos e belos olhos…

 

 

 

 

 

 

O local estava, bem. Na mesma! Não era propriamente fácil andar com blocos de pedra de um lado para o outro.

- Bem! Vamos começar a procura?

- Sim, claro!

Depois de revirarmos tudo o que nos era possível sentamo-nos num pequeno bloco.

Will claro, sentou-se primeiro.

- Meu! Sê simpático para a nossa amiga que por acaso é minha namorada.

- Com certeza.

Alice sentou-se mas por acidente caiu e com ela levantou o bloco.

- Mor! Estás bem?

Ajudei-a a levantar! Sim claro! Não me aleijei mas olha que o Will está ali muito entretido a “ tentar” ler o que lá está.

 

publicado por Diogo Simões às 21:12

28º Capítulo

 

 

- Já tens o controlo sobre toda a imprensa?

- Apenas um pequeno canal que surgiu á pouco tempo, mas temos gente em todo o lado. Desde polícias, juízes, jornalistas e assim podemos desviar tudo e temos o nosso cristal Victus que elimina os sinais dos satélites! Estamos mais que seguros.

- Sim! Embora me custe, mas a “nova humanidade” está muito cruel e ambiciosa e iriam querer as nossas…

 

 

 

Entretanto no outro lado do oceano:

Olhava atentamente para a fotografia impressa que Alice me mostrava.

 

 

- Desculpa os meus “círculos” se é que se podem chamar não estejam muito bem, mas dá para perceber o que é que está destacado.

Olhei para lá daqueles círculos e vi claramente uma superfície, parecia rocha misturada com o leito do oceano. Mesmo assim era difícil! A foto não era propriamente boa no sentido de só se ver o nevoeiro e se ocultar as partes “rochas”, pelo que pensávamos.

- Jace! Isto é apenas uma foto reduzida, ou seja, se for a Atlântida… Pode ser gigante.

- Nos temos de analisar isto melhor! Vamos chamar o Will! É melhor e pedia para ele vir ter aqui comigo logo por isso, acho melhor três cabeças a pensar do que uma.

Ligamos para Will e este apareceu pouco tempo depois.

- Qual é a bomba? – Perguntou ele com um ataque seguido de risos.

- Está aqui! Cuidado para não a fazeres explodir.

- Meus meninos! Não estamos numa de Command and Conquer.

- Sim comandante.

- Já chega! – Afirmou Alice pegando na foto e mostrando-a claramente a Will enquanto lhe explicava os círculos desenhados.

- Acho que já percebi e o que vão fazer com estas informações.

- Acho que deveríamos enviar para uma associação ou algo que investigasse este tipo de “fenómenos”.

- Tipo National Geographic? – Inquiriu Will abrindo o computador e indo para a página do site.

- Olha! Aqui no site diz que os telespectadores podem enviar esse tipo de coisas.

- E diz isso mesmo á letra!

- Achas! Abreviar é que é!

- Acho que podíamos tentar! Temos de tentar para ver o que nos dizem malta! Temos de arriscar.

- Muito bem eu faço isso!

- Tens conta? No site?

- Não amor!

- Então eu entro com a minha e tu como tens mais jeito para escrever, escrever tu e explicar os factos e envias a fotografia também para não achar que somos malucos bem como a hiperligação da fotografia.

- Bem! Mais parece que estamos num caso de investigadores.

- É verdade mas não nos podemos iludir.

Mandei o e-mail e pouco depois recebi o alerta em como tinha sido enviado.

 

 

Era uma grande empresa, sem dúvida. A National Geographic. Era óptimo governar aquela “industria” assim seria mais fácil controlar os programas e tinha que se continuar a iludir os humanos, não podam saber de nada, custe o que custar sobre a existência de um dos povos mais antigos da face da Terra.

Aquela máquina ao meu lado marcava a existência de um novo e-mail recebido.

- Computador! Poderiam ter inventado outro nome.

- Que oportuno! Eram um e-mail da minha mais recente amiga! Alice!

Li-o de alto a baixo e vi que estavam perto, muito perto! Era tempo de ir á escola fazer uma visitinha á senhora directora.

Apaguei o e-mail respondendo claramente.

 

publicado por Diogo Simões às 10:43

Terça-feira, 20 de Julho de 2010

27º Capítulo

 

Não queria acreditar no que estava a ver.

- Alice! Afasta-te! AFASTA-TE!

 

 

Ele avançou na minha direcção e agarrou-me nos braços. Tentei soltar-me mas não consegui.

- Alice calma! Não te quero fazer mal. Não me reconheces? Sou o …

Caí naquele abismo de escuridão.

Não pensava em nada, só no negrume que me rodeava.

Acordei pouco tempo depois. Estava deitada numa especie banco de praia.

 

 

- Finalmente acordas-te! Estava super preocupado contigo. – Quem falava comigo era Hélder, um antigo amigo meu. Quer dizer, tinha sido o meu melhor amigo desde sempre, até que ele teve de ir e nunca mais o vi, até agora! Hoje, mais precisamente, fez-me sentir segura não tendo agora medo de Marcus que poderia aparecer em qualquer esquina.

- Obrigada! Mas eu estou bem! A sério! Não te preocupes.

 

( foi escrito o ponto de vista de Alice nesta "cena", para o verem carregem aqui, o link vai ser aberto numa nova janela de maneira a se poderem ler "ao mesmo tempo" os dois pontos de vista)

 

 

- Will! Ela está a demorar! Já passou quase uma hora, e não nos custa nada ir ver se ela está bem pois não?

- Claro que não, estava farto de estar sentado e cheio de fome.

Will parou-me no momento em que tínhamos chegado perto do bar.

- Aaa… Jace, anda! Vamos! Ela não está aqui. Anda, vamos embora.

 

 

- Will! Mas ainda agora chegamos!

Fiquei inquietado na mudança de atitude, segui o seu olhar. Era uma cena que não queria ver. Alice estava agarrada a outro homem, alguém que não conhecia nem lá da escola apesar de não andar a olhar para as pessoas todas de lá, mas sabia que ele não lá estudava.

Ela cruzou o olhar com o meu!

Virei costas e segui para casa frustrado com o que tinha acabado de ver.

- Will! – Chamei - Vamos embora. - Afirmei eu saindo daquele cenário.

Cheguei a casa e dirigi-me para Will.

- Will! Por favor, deixa-me ficar sozinho!

- Sim Jace! Percebo o que estas a passar!

 

 

- Obrigado! – Abracei-o pois aquela situação não era do meu agrado visto o meu antigo relacionamento com Madalena e agora isto. – Mas aparece cá logo para falarmos.

- Sim, claro! Claro que venho.

- Obrigado irmão!

- De nada! Estou cá sempre!

Fui para o meu quarto! Tirei o portátil e comecei a escrever o Prólogo do meu livro.

O tempo passou calmamente. Escrevi e escrevi sem parar. Vi os meus e-mails e pela primeira vez em alguns meses abri o meu MSN.

Recebi os relatórios das mensagens lidas e mais umas quantas de uns amigos que tinham precisado de mim e eu não lá tinha estado e recebi mais umas de Madalena que pedia desculpa pela conversa e que queria falar comigo mal me visse. Mas a mensagem era de finais de Setembro e estávamos em finais de Outubro! Será que ela ainda queria falar comigo? Perguntei eu para mim mesmo. Qualquer das maneiras deixei mensagens a todos e ainda mandei sms´s para os que não ali vinham muito naquela altura do ano em que Vermont estava um clima de calor e aproveitavam para ir para a praia estudar que ainda hoje me perguntava se isso tinha algum jeito.

Alguém bateu á porta no momento em que tinha fechado aquela confusão toda.

 

 

- Jace!? Posso entrar?

Hesitei mas respondi claramente.

- Sim! Entra se faz favor.

Ela entrou e veio na minha direcção.

- Lamento teres visto aquela situação e de teres pensado que te estava a trair! Mas não estava, se quiseres eu explico-te tudo, não tenho esse problema amor.

- Claro que pensei isso! Quando te vi agarrada a outro fiquei possessivo e triste, qualquer que se aproxime de ti é uma ameaça para mim.

- Mmmm, não sabia que era tão importante para ti.

- Claro que és! -  Aproximei-me mais dela e beijei-a suavemente.- De certeza que não foi nada?

- Não, eu explico o que aconteceu, aliás, tu tens de saber. Eu fui comprar o lanche mas de repente vi o Marcus! Ouvi-o a dizer aquilo que já sabes mas depois quando dei por mim estava deitada num banco. Resumindo e concluindo, foi uma alucinação porque que eu vi tinha sido aquele meu colega, o Hélder.

Assimilei atentamente todas as suas palavras e fique bastante preocupado e intrigado.

- Estou a ficar preocupado!

- Achas que estou maluca?

- Não, não acho! Temos de perceber mais isto e se está ligado verdadeiramente á Atlântida barra triângulo das bermudas barra Marcus.

- Posso passar cá a noite? – Interrogou ela.

- Sim! Tenho saudades de estar contigo uma noite.

- Outra coisa! Viste as imagens que mostraram na televisão no desaparecimento do avião?

- Sim, que têm?

- Olha aqui.

 

publicado por Diogo Simões às 11:14

 

Tentei levantar-me na esperança de não cair! Quando dei por mim estava “presa” aos braços dele. Eram braços musculados, e morenos.

Estávamos perto um do outro! Senti a sua respiração ofegante mas foi nesse espaço de tempo que vi Jace a olhar na minha direcção! Estava com uma cara de confusão e de como se o estivesse a trair mas foi ai que percebi o quão íntimo eu estava com Hélder.

Jace virou costas e sai rapidamente dos braços dele e corri na direcção de Jace e de Will que estava apavorado e o seguia olhando constantemente para trás.

- Alice, espera por favor!

- Agora não Hélder! Já fizeste o suficiente.

Hélder desde que nos tornamos amigos tinha querido sempre mais. Era Ambicioso e não tinha problemas em passar os seus obstáculos! Decerto modo poderia ser bom mas por outro mau, mas ele na verdade não sabia o que se passava nem que eu namorava.

Corri novamente na esperança de conseguir ver Jace mas enganei-me. Segui para casa onde o deveria encontrar.

 

publicado por Diogo Simões às 11:07

Segunda-feira, 19 de Julho de 2010

25º Capítulo

 

 

Acordei para um novo dia!

Tomei um duche! Pelo sim pelo não, caso me apetecesse levei o portátil comigo. Desci as escadas e tomei rapidamente o pequeno-almoço.

- Até logo mãe!

- Filho, já vais?

- Sim, tenho de ir vá! Beijos e até logo.

Ouvi-a dizer até logo mas segui em frente.

Alice tinha-me mandado uma mensagem no preciso momento em que tinha acordado e se bem me recordava:

 

 Bom dia amor!

Desculpa se te acorde! Queria pedir-te que viesses ter comigo ao centro da cidade! Espero lá por ti!

Beijos e amo-te.

 

 

 

Apressei-me e quando dei conta já lá estava.

Procurei por ela por toda a parte até que a ouvi chamar-me!

 

 

Estava no cimo da “torre” do parque.

Subi-a rapidamente, tendo o cuidado para não cair.

- Ainda bem que vieste! Estava cheia de saudades tuas.

- Pois! Já somos dois! Amo-te eternamente.

 

 

Sentamo-nos os dois calmamente.

- Para que me chamas-te? – Acabei por perguntar depois do momento de silêncio.

- Tive um sonho estranho! Aliás isto tudo é estranho.

- A quem o dizer. – Disse murmurando.

Ela olhou para mim como se estivesse ouvido o que tinha dito.

- Sonhei com uma pessoa.

- Mas foi um sonho ou um pesadelo?

- Sabes! Nem era um nem outro! Era do género uma mensagem! Tipo …

- Um sonho mensageiro? Disse eu rindo-me com o nome que tinha acabado de dar.

- Que raio de nome que deste, mas sim! Esse. – Proclamou ela soltando um ligeiro sorriso.

- E do que te avisavam?

- Para ter cuidado e me afastar e que já sei demais!

Aquelas palavras não me fizeram sentido nenhum! Mas depois lembrei-me do meu “sonho/pesadelo”.

- Olha as horas. Temos de ir! – Afirmei eu pegando nela! Encontramo-nos no jardim pode ser?

- Não! Vamos para um sítio que conheço! Lá estamos sossegados. – Disse ela pegando na peque na mala que levava com ela.

Fomos calmamente embora num passo apressado á escola preparados para mais um dia.

Olhamos os dois curiosamente para os nossos horários e marcava o latim para as primeiras três horas do dia.

- Mas para que raio quero eu o latim? – Perguntamos os dois ao mesmo tempo, acabando por nos rirmos ainda mais.

Chegamos no preciso momento em que aquela campainha e com som familiar tocava nos corredores e pátios daquela enorme escola.

Subimos para o andar de cima e “despedimo-nos”.

- Agora vamos para as aulas amor! Vou ter saudades…

- SIM! Como não nos vamos ver nas próximas décadas…

- Não sejas “parvinha”. Sabes que temos de ter atenção e não podemos estar com coisas no meio das aulas.

 

 

Beijamo-nos até que começamos a ouvir os “hábitos” sons que os nossos colegas faziam e as expressões como “ querem/arranjem um quarto”, ou “ agora é para as aulas não para o marmelanço” entre outras mais perversas vindas da nossa querida e amada turma que tinha-se revelado muito acolhedora.

- Até já! – Disse ela seguindo o caminho das suas “antigas” amigas.

- Então meu! Já não se diz nada?

- Oh! Desculpa! Sabes como isto é!

- Pois, pois … desculpas. – Finalizou Will rindo-se e levando-me para a sala de aula.

A professora entrou e começou a aula mas com o tema que se poderia revelar bastante interessante.

O Latim ontem, hoje e amanhã, passando assim pelo latim nos tempos antigos! Nas civilizações.

Alice olhou para mim com um sorriso como se advinha-se o meu pensamento.

A aula foi interrompida cerca de cinco minutos.

- Professora! Posso entrar?

Era Marcus que aparecia!

- Sim, claro! Sente-se rapidamente e tente acompanhar a aula.

Foi naquele momento que tudo desabou por completo. Foi com Marcus que eu sonhara! Fora ele que me avisara.

 

 

 

 

 

 

 

 26º Capítulo

 

 

A expressão na cara de Alice era de terror! Tal como a minha naquele momento. A aula que tanto queríamos que desse bem e que corre-se bem sem nenhuma preocupação acabou por se tornar num filme de terror onde tudo se tinha tornado realizado. Infelizmente.

Ela rasgou um pedaço de papel do seu caderno e depois de ter escrito nele passou-me.

 

Jace! Foi com ele que tive o pesadelo! Estou super assustada! Abraça-me! Precisamos de falar, tenho muito medo! É melhor falarmos com o Will, ele é nosso amigo e precisa de saber e de estar com os” olhos postos”.

 

Beijos! Adoro-te.

 

Tinha acabado de ler a mensagem dela com a caligrafia muito cuidada de Alice!

 

 

Estava incrédulo com o que passava na minha cabeça e no que se passava á minha volta.

Nem conseguia olhar para Marcus “direito”.

A aula prosseguiu calmamente embora com muitos olhares meus e de Alice em sinal de concordância e de incredibilidade com a matéria que estávamos a leccionar.

 

 

A aula finalmente tinha terminado.

Seguimos porta fora na esperança de não voltarmos a encarar Marcus, não neste dia pelo menos porque qualquer coisa que tenha começado, estava longe de acabar e eu e Alice sabíamos bem disso.

Esperamos por Will perto das escadas onde íamos ter sempre.

Will chegou e começamos a relatar todos os factos desde a caixa com dinheiro, á Atlântida pois parecendo que não dizia-me que tinha alguma coisa a haver pois no que me podia eu afastar? De Alice! Da minha mãe? E o facto era que ele só aparecera quando e depois do nosso trabalho da Atlântida e das nossas pesquisas intensas sobre esse tema.

Acabamos por combinar nos encontrarmos na saída da escola mal as aulas acabassem para Alice nos levar ao lugar que ela tanto gostava e nos dizia que era o melhor. Que pelos vistos era perto da praia.

Matemática era o que se seguia no nosso horário e que até gostava podendo assim não pensar em mais nada sem ser na nossa querida manteria e no nosso professor que nos fazia “ marrar”.

 

 

 

As aulas finalmente tinham acabado.

Seguimos para a saída da escola e seguimos Alice no trajecto que ela nos indicava.

Acabamos por apanhar um táxi e irmos parar a um sítio completamente belo.

 

 

Nem tinha palavras para responder á pergunta que Alice fizera:

- Gostam?

- Claro! Aqui ninguém vem.

- Pois, como é inverno. – Dissera eu.

- Não fales muito! Não sou eu que ando de manga curta.

- Oh minha querida! Sabes que sou quente até as orelhas.

Rimo-nos todos e depois subimos as escadas e sentamo-nos naquele magnifico lugar a contemplar aquela tarde de Inverno/Verão.

 

- Então já podemos falar mais á vontade. Podem agora explicar-me melhor e com calma, sim, porque á bocado pareciam que tinha de ir apanhar o comboio.

- Na verdade pouco faltava. – Contestou Alice.

Contamos tudo pormenorizadamente na esperança que ele entendesse tudo e não nos julgasse malucos.

Mas não foi isso que fez. Aceitou tudo e até fez comentários e mostrou-nos um pequeno bloco que tinha com o que me pareceu ser informações sobre Marcus.

- Bem malta! Vou buscar um lanche para nos, venho já.

- Deixa estar, eu vou.

- Não, não vais. Depois perdes-te e que fica a morrer de fome somos nos. – Disse ela soltando um riso.

- Muito bem! Queres dinheiro?

- Não, eu pago.

Alice lá se foi e como seria de esperar Will falou.

- De uma como destas é que eu queria para me pagar os lanches.

- Will! Não sejas traiçoeiro!

- Ok chefe. Já me calei.

Ficamos naquele clima de factos reais e de maluquices nossas.

 A fila para o bar estava completamente cheia.

Esperei uns bons cinco minutos em pé. Mas esses minutos acabaram no momento em que vi Marcus! Olhava para mim fixamente.

 

 

publicado por Diogo Simões às 15:39

Sábado, 17 de Julho de 2010

24º Capítulo

 

 

 

Alice tinha saído já minha casa e foi para o pé do pai!

Tinham sido cerca de dois meses juntos! Foram bem passados!

Desci para jantar assim que a minha mãe me chamou. Eu e ela estávamos bem! De vez em quando ela trazia o namorado e jantávamos os três mas quando isso acontecia eu e Alice comia-mos rápido e íamos para o quarto.

Sentei-me á mesa e ouvi as noticias que á tanto tempo não lhes ligava.

 

 

- Parece que ainda não foram encontradas as vítimas do mais recente acidente da aviação. Ficando assim a conhecer-se cerca de quatrocentos e cinquenta e cinco acidentes de aviação na zona do triangulo das Bermudas.

Engasguei-me com a sopa no preciso momento em que ouvi aquelas duas palavras.

- Jace! Está tudo bem? – Perguntou-me a minha mãe chegando-se o pé de mim.

- Sim, desculpa! Engasguei-me apenas, nada de mais.

Prosseguimos com o jantar e dando vagos olhares em direcção á televisão que tanto despertou o meu interesse.

As imagens mostravam aquela zona de que tanto falavam e que agora que me lembrava podia ser uma das localizações da Atlântida visto que era isso que Alice tinha colocado no nosso trabalho.

 

 

Era um lugar enevoado, cheio de mistério!

Não queria acreditar que a mãe da Alice! Quer dizer, os restos mortas da sua mãe ali pudessem estar.

Abstrai-me de todos estes pensamentos e dei uma colherada na minha sopa de peixe.

 

Terminada a refeição fui para o meu quarto pensar em todas estas notícias. Tinha um tema para o meu livro e queria desenvolve-lo.

Sentei-me na secretaria e depois de aberto o computador comecei a escrever o que me vinha á cabeça, percebendo por vezes que não escrevia coisa com coisa. Mas aquele tema do triângulo das Bermudas interessava-me, embora não soubesse a razão.

Abri um novo separador de internet e pesquisei calmamente sobre aquele tema.

 

 

O Triângulo das Bermudas (também conhecido como Triângulo do Diabo) é uma área que varia, aproximadamente, de 1,1 milhão de km² até 3,95 milhão de km2. Essa variação ocorre em virtude de factores físicos, químicos, climáticos, geográficos e geofísicos da região, que influem decisivamente no cálculo de sua área, situada no Oceano Atlântico entre as ilhas Bermudas, Porto Rico e For Lauderdale (Flórida). A região notabilizou-se como palco de diversos desaparecimentos de aviões, barcos de passeio e navios, para os quais popularizaram-se explicações extra físicas e/ou sobrenaturais. 

 

 

Bem, em todas as pesquisas e até no meu trabalho, a Atlântida situava-se no oceano Atlântico, mas a Atlântida não era nenhuma superstição. Tinha sido verdadeira tendo até sido encontrados monumentos submersos, e como o nome da civilização como do oceano estão relacionadas.

Só poderia ser! A civilização mais antiga situava-se de certeza no triângulo das bermudas, assim, com estes factores todos podia-se sempre deduzir que era devido aos factores metrológicos ou a falhas de satélites, até porque a região é afectada por um extenso nevoeiro.

Ou seja, mantinha-se assim todos os curiosos afastados tendo assim a sua civilização em segurança e preservação.

A minha cabeça estava a mil! Pensamentos e teorias.

Adormeci calmamente no meio daquela “confusão”.

 

 

 

 

AFASTA-TE! AFASTA-TE!

Acordei com aquelas duas palavras na minha cabeça! Tinham-me assustado de verdade, parecendo até que os meus pensamentos fugiram de susto.

Jace, tem calma! Está tudo bem! É só a tua imaginação e desejos a tornarem-se realidade na tua cabeça. – Repetia constantemente na minha cabeça.

Fui para a cama e adormeci novamente no meu sono profundo.

O mesmo sonho vinha-me visitar mas sempre com a mesma pessoa a fazer o aviso. Sabia que a conhecia mas de facto não a conseguia ver.

publicado por Diogo Simões às 13:58

Sexta-feira, 16 de Julho de 2010

Acordamos logo pela manhã com os raios de sol a perfurarem aquele manto de nevoeiro. Ainda era estranho estarmos ali! A Atlântida existia e era uma cidade mais bela que existia á face da Terra. A população, as festas que faziam e as roupas que usavam para não falar nos vários tipos de olhos que havia, desde azul, vermelho, verde e brancos com uma meia transparência.

Levantei-me e observei a casa! Até era moderna! Estava actualizada com a maior parte das modernices, mas fazia falta um telefone não?

Fui para a cozinha e abri o frigorífico na esperança de que encontrasse algo para comer.

- Precisas de ajuda amor?

- Por acaso sim! – Rimo-nos os dois e ela foi ter comigo.

 

 

- Precisamos de falar! – Anuiu ela.

- Queres ir ao ficar Jace?

A pergunta assaltou o meu coração.

- Eu gostava de ficar. – Will entrou na sala e sentou-se numa das cadeiras.

- Sinceramente eu também. Adoro isto! E especulamos tanto, podíamos ficar um tempo e depois voltarmos.

- Por acaso isso não é preciso! – A mãe de Alice acabara de entrar na cozinha. - Existe um aparelho que eles desenvolveram e podemos entrar nos sonhos.

- Foi assim que falas-te comigo? No sonho?

- Sim querida! Foi assim que falei contigo!

Ficamos todos calados por um bocado a pensar melhor na decisão de deixar muita coisa para traz e eu tinha a minha mãe! Mas iria visita-la sempre, todos os dias.

- Eu quero ficar. – Coloque a mão em cima da mesa.

- Eu também fico. – Will colocou a mão em cima da minha.

- Claro que fico com vocês e a minha mãe claro. – Alice colocou a mão por cima das nossas e abraçamo-nos todos no abraço conjunto e cheio de energia, amor e amizade. – Sempre juntos – dissemos em uníssono.

Saímos daquele ambiente e fomos falar com o “governador”, embora fosse sempre estranho dizer isto.

- Nós queremos ficar!

 

 

A cara dele ficou radiante e disse que se quiséssemos poderíamos viver ali junto dele. – Eu tenho um monte de quartos.

- Eu gostava.

- Eu também. – Murmurou Will.

- Se não se importar queria passar algum tempo com a minha mãe.

 

 

- Claro minha jovem! Compreendo perfeitamente. Agora sugeria que queiram ir ver os costumes e tradições?

- Adoraríamos. – Dissemos todos em coro.

- Marcus! Acompanha-os.

Saímos e fomos para várias salas onde mulheres vestidas a rigor se sentaram junto de nós…

 

 

Uma semana depois…

 

Era extraordinário o que tínhamos aprendido! Os comeres deles eram espectaculares! Tínhamos provado desde tudo, até gelado de peixe. Uma coisa que parecia horrorosa mas muito boa.

As mudanças de olhos já sabíamos o que era. Tinham explicado que ainda era meio desconhecido mas que essas pessoas tinham afinidades com os vários elementos: terra, fogo, ar e água. Dai Marcus ter os olhos vermelhos bem como Valdimir! Eram quase os únicos que os tinham.

Tínhamos aprendido muita coisa! E muita ainda estava para ser descoberta…

 

 

publicado por Diogo Simões às 11:10

Quinta-feira, 15 de Julho de 2010

23º Capítulo

 

Entrei sorrateiramente na esperança de conseguir fazer o filme todo na minha cabeça. Mas naquele momento não conseguia. Para meu espanto estava tudo na ordem menos o meu quarto.

O meu pai estava deitado na cama! Na “descontracção” por assim dizer.

 

 

- Pai o que aconteceu?

 - Olá Alice! Tudo bem?

Fiquei incrédula com a pergunta! Limitei-me a responder.

- Sim está! O meu quarto é que parece não estar não é?

Ele levantou-se e olhou incrédulo para o quarto agora de pantanas.

Fez uma cara estranha e olhou novamente para mim.

- Não faço ideia do que aconteceu. Não me lembro mesmo de nada.

Com aquela resposta fiquei ainda mais á nora.

- Como não sabes o que aconteceu? Tu moras aqui e estavas aqui deitado.

- Pois sim, sim eu sei! Só sei que tenho de te perguntar uma coisa mas não me lembro o que é.

Ele ando novamente á volta do quarto e como um flash lembrou-se.

- Recebes-te o que te mandei?

- Se te referes á caixa sim! Mas agora não sei para que é o dinheiro. – Menti eu.

- O dinheiro, o dinheiro… - Murmurava ele tão baixinho que se não fosse perita em ler os seus lábios nem sabia o que ele dizia.

- Disseste alguma coisa?

Um silêncio eterno invadiu o quarto e a minha alma.

- Sim, pois, o dinheiro. Então o dinheiro é para a tua viagem de finalistas. Eu sei o quanto é importante para ti fazer aquela viagem e especialmente o sitio onde a tua mãe desapareceu. E, decerto maneira é um modo de te pedir desculpas pelo que fiz! E que não devia ter feito. – Acrescentou ele rapidamente.

- Pai! Tu estás perdoado á muito! Só sai de casa porque sabia que te ia fazer bem para ver se “atinavas” um bocado, nunca te quis fazer sofrer e tens de entender isso.

- Obrigada Alice! Minha pequenina.

- Pai – disse entre risos – não sou tão pequenina!

- Tens razão! Mas deixa-me pensar assim por enquanto.

 

A volta de bicicleta tinha-se passado bem!

 

Um bom ar! Melhor companhia do que um bom amigo! Boa paisagem! E uma óptima miúda para quando chegar a casa.

- Tas calado! – Afirmou Will.

- Sim, eu sei! Desculpa! Estou a aproveitar isto tudo o que me estava a acontecer.

Paramos as bicicletas e sentámo-nos no parque!

 

 

- Podes explicar-me aquela risota toda de ontem! É que em certos aspectos sou um bocado “lento”.

Rimo-nos os dois!

- Sim! Eu e a Alice!

- Tu e a Alice … - imitou – não espera! Não posso! Levaste-a para a cama?

 

 

- Claro então na foi! Cheguei ao pé dela e comecei a falar: Olha! Não queres vir agora comigo para a cama! Está-me a apetecer ter uma noite escaldante! E depois ela claro que respondia: Sim, porque não! Agora vou com qualquer um que me apareça á frente. – Disse rindo-me.

- És tão "macaco"! – Disse ele a rir-se! – Sabes que na foi isso que quis dizer!

Rimo-nos os dois tanto que as pobres das senhoras que estavam pêro de nos foram-se embora.

- Sou macaco e muito mais! Eu sei que não foi isso! Isso não é daquelas coisas que marcamos na agenda a hora e com quem! Tem de ser especial e com calma.

- Sim! Agora dou ouvidos ao senhor experiente!

- Bem, é melhor irmos senão daqui o macaco vira …

- Uiiii! Tens mais segredos! És agora um jaguar?

- Will, vamos para casa.

- Sim, é melhor.

Rimo-nos os dois pelo caminho todo até chegarmos a casa!

- Amanhã a que horas? – Inquiriu Will!

- Às horas que me conseguires arrancar da cama.

Seguimos caminhos separados e entrei em casa.

Tomei um duche e fui para o meu quarto!

Quando lá cheguei Alice estava á minha espera.

- Jace! Olá!

- Olá amor! Tudo bem.

- Bem, sim! Quero dizer-te uma coisa.

- Vais voltar para a casa do teu pai? – Adivinhei.

- Sim.

Aproximei-me dela e fiz-lhe uma festa no rosto.

- Por mim desde que estejas bem e feliz.

- Sim, claro!

- Posso contar-te como correu a conversa com o meu pai e como encontrei o meu quarto?

- Força.

Ouvi-a atentamente especialmente no que falava a respeito do seu quarto e nos motivos do dinheiro dentro da caixa.

- Alice! Uma pergunta! Onde é que a tua mãe desapareceu?

Ela fez uma cara de tristeza e baixou a cara.

- Desculpa! Não devia ter perguntado.

- Oh! Deixa-te disso! Foi perto no triângulo das bermudas.

 

publicado por Diogo Simões às 18:18

Quarta-feira, 14 de Julho de 2010

 

Acordamos logo pela manhã com os raios de sol a perfurarem aquele manto de nevoeiro. Ainda era estranho estarmos ali! A Atlântida existia e era uma cidade mais bela que existia á face da Terra. A população, as festas que faziam e as roupas que usavam para não falar nos vários tipos de olhos que havia, desde azul, vermelho, verde e brancos com uma meia transparência.

Levantei-me e observei a casa! Até era moderna! Estava actualizada com a maior parte das modernices, mas fazia falta um telefone não?

- Não, não faz. – Era a mãe de Alice.

- Bom dia!

Ela inclinou a cabeça e fez um gesto com as mãos que não me dei ao trabalho de pensar nele! Era complexo.

- É como dizemos bom dia! Dizemos mas fazemos os gestos.

- Senta-te por favor! Preciso de falar contigo.

 

 

Sentamo-nos naquela mesa e nas confortáveis cadeiras de que dispunham! Era fascinante.

- Eu tenho visto muito o que vocês fazem. Diariamente.

- Como sabe o que nos fazemos?

- Tudo a seu tempo. É verdade que passei muitos anos sem a minha filha, e amo-a muito. Mas é por isso que estou a ter esta conversa contigo. Tenho visto o quanto tu a amas e o quanto ela fazia tudo para estar ao teu lado e abraçar-te e ficarem juntos eternamente.

Sei que vocês querem partir pois tu tens a tua mãe certo! Ama-la e também sei disso. Não quero que percas uma mãe, e não quero que ela perca um filho como tu! Como eu fiz e como me aconteceu. Vai e leva a Alice contigo. Ela sente-se segura contigo, ela ama-te e tu és capaz de a proteger. Espero que a faças feliz.

A conversa acabou e Alice entrou nesse momento.

- Obrigada mãe.

Olhamos os dois para ela e ela abraçou a mãe assim que se levantou. Fiz o mesmo e agradeci prometendo proteger e estar sempre ao lado da filha dela.

- Agora vá! Vamos tomar o pequeno-almoço e chamem o vosso amigo Will.

Depois de o termos chamado falamos com a mãe de Alice a falar de todos os últimos acontecimentos e ela até gostou bastante de Will, diria que mais do que uma mera amizade. Mas não! Era um bom rapaz e eu sabia disso! E era meu amigo! Adorava-o tanto como um irmão e iria fazer tudo o que pudesse para preservar a nossa amizade.

O dia acabou e fomos para o piso debaixo novamente.

Valdmir apareceu e agradece-nos por tudo e disse que não tínhamos de fazer nenhum pacto! Que nos tínhamos mostrado muita confiança.

Fomos para um canto escudo daquele triângulo gigante e lá estava uma máquina fabulosa bem como um compartimento atrás dela.

- O que é isto?

 

 

- É um portal que vos leva para onde vocês desejam, através dos pensamentos.

- E ali a traz?

Desta vez foi a fez de a mãe de Alice falar.

- Ali a traz é uma espécie de comunicador! Foi assim que entrei nos teus sonhos, bem como podemos entrar dentro de qualquer coisa.

Despedimo-nos e Alice foi a última!

- Adeus mãe! Visita-me!

- Nos teus sonhos e no teu coração! Vou estar lá sempre.

Abraçaram-se e ambas começaram a chorar.

Entramos dentro da máquina e despedimo-nos enquanto as portas fechavam.

Nem acredito que me vinha embora da Atlântida mas tinha ganho muita coisa! Conhecimentos e Marcus tinha-me dado um livro com lendas e tradições do povo dele! Tinha dito que era para compensar por tudo o que tinha feito.

As portas fecharam-se e a escuridão envolveu-nos e caímos por um abismo sem fim.

 

 

Um mês depois…

 

 

- Olá a todos! Foi á cerca de um mês que houve o desaparecimento de um avião se bem se recordam. Que apareceu cinco dias depois! A minha namorada ia lá, bem como o meu amigo. Este livro retrata uma história baseada em factos reais… e imaginários claro.

Quero agradecer e dedicar a este livro á minha mãe, á minha namorada Alice é ao meu amigo Will e a uma pessoa que me ajudou muito também. Marcus.

Adeus a todos, e obrigado por terem vindo ao lançamento do meu sexto livro! Espero que gostem da “ Viagem á Atlântida”.

Desci do pódio e abracei os meus amigos e colegas de escola que tinham vindo também.

- Muitos parabéns Jace! Surpreendeste-me. – Marcus apareceu atrás dos arbustos. Posso levar uma cópia, ele vai gostar de ler.

- Claro que sim! Cumprimentos!

- Serão entregues. Á e Alice, espero que gostes da nova fotografia que esta no teu quarto.

Ele foi-se assim como o dia acabou repleto de magia e de alegrias.

publicado por Diogo Simões às 17:16

22º Capítulo

 

 

 

O jantar foi calmo.

Falamos de tudo um pouco e a minha mãe a fazer as perguntas do costume quando conhece alguém. Tinha pena de Will mas este parecia divertido e nada incomodado.

- Tens irmãos?

- Sim! Tenho uma irmã mais velha! Está no estrangeiro.

- Ah! Muito bem! E moras aqui perto?

- Para dizer a verdade mais perto da praia! Temos lá uma casa perto.

- Muito bem!

Will respondia a todas sem saltar nenhuma incluindo a pergunta E és bom aluno? A pergunta mais ridícula que se podia fazer! Cada pessoa é como é, e não podemos nem devemos escolher os nossos amigos por isso.

Comemos os famosos profiteroles da minha mãe. Muito bons por seu sinal.

- Bem! Adorei o jantar mas está a escurecer e tenho de ir ainda a pé para casa. Obrigado a todos e a si Vilma!

- Não. Ora essa! Eu levo-te! Não quero que os teus pais digam que a mãe do teu amigo não é educada.

Rimo-nos todos até que falei.

- Sim mãe! É melhor ires leva-lo. – Disse virando-me de relance para Alice.

- Sim! Vou só buscar as chaves do carro.

- Pessoal! Até amanhã. Obrigadão por tudo.

- Will! Amanhã é Sábado.

- Pois mas eu e to teu namoradinho vamos dar uma volta de bicicleta. Não queres vir?

- Não! Obrigado, quero aproveitar e visitar o meu pai.

- Já cá estou! Vamos embora. – Anuiu a minha mãe abrindo já a porta.

- Sim claro.

- Até amanhã! Jace, a que horas?

- Aaa, nove!

- Nove, muito bem! Cá estarei.

- Não! Eu vou lá ter.

- Como querias! Até amanhã. – Disse ele pela milésima vez.

 

 

Subimos as escadas assim que terminamos de levantar a mesa.

- Quem te deu o dinheiro?

- Acho que foi o meu pai?

Olhei novamente para a caixa com um ar observador.

- Como tens a certeza? – Perguntei assim que agarrei nela.

- A caixa! Olha aqui. – Tirou-me a caixa das mãos e virou-a ao contrário.

Olhei atentamente na esperança de ver alguma coisa.

- Aqui! Olha! – Apontou para um pedaço de ortografia. – “Esta caixa pertence a Isabel Rafands e se for aberta uma maldição cairá sobre si! “

- A frase não é um bocado …

- Sim! Ela gostava dos filmes da Múmia e tudo o que seja referente a isso incluindo as inscrições nos túmulos dos faraós.

- Agora sim está explicado. E o dinheiro? Sim, porque isso é o mais estranho.

- Sim eu sei! E foi o meu pai! Tenho a certeza, ele sabia que era importante para mim fazer a viagem de finalistas! E supostamente á de ser uma maneira para eu voltar novamente para casa.

A minha cara caiu por completo. Aquela ideia de me separa de alguém tinha voltado a mim, como se simplesmente tivesse ido de férias. Mas não. Estava ali na minha cabeça á espera do meu momento vulnerável.

- O que foi? – Questionou ela.

- Não quero que te vás.

A expressão dela alterou-se por completo sabendo o que estava possivelmente a sentir.

- Eu não me vou embora, não te preocupes. Vou só falar com ele. E não moro a trezentos quilómetros de distância! Nem a um chega.

- Sim eu sei. Mas sabes o que tenho passado.

- Sim sei e compreendo-te tão bem! A sério! Por isso não vou demorar.

- Não é isso! É só que não vou poder ir contigo a viagem de finalistas.

Fez uma cara torta e ajeitou suavemente o cabelo.

- Mas vais ver que vais superar bem! E lembra-te sempre disto.

 

 

Esticou-se e beijou-me suavemente.

Agora vá!

Vamos dormir, já é tarde. Amanhã temos um grande dia.

- Pois temos.

Ela saiu do meu quarto e enrolei-me nos lençóis.

 

O dia tinha começado bem!

Arranjei-me logo depois de ter tomado banho.

- Bom dia Vilma. – Disse ao descer as escadas.

- Bom dia Alice. Antes que perguntes pelo Jace ele saiu e deixou-te um bilhete. Está em cima da mesa! Eu agora tenho de ir trabalhar! Até logo.

Despediu-se de mim e foi, pensado ainda que ela devia estar cansada e agora ainda trabalhar ao sábado.

Abri a carta e lá dentro estava a caligrafia cuidada dele que já conhecia dos seus apontamentos.

 

Bom dia amor!

Achei que não havia necessidade de te acordar e como te queria dar os bons dias aqui digo:

 

Bom dia!

 

Venho por volta da hora de almoço. Adeus e até logo.

Beijos, Jace.

 

Comi calmamente o pequeno-almoço mas assim que me lembrei no que tinha para fazer despachei-me o mais rapidamente possível.

Comecei a correr na direcção da casa do meu pai! Quer dizer, a “nossa” casa.

Abri o portão e assim que olhei de frente de novo vi a porta da casa completamente aberta.

 

 

publicado por Diogo Simões às 16:58

Terça-feira, 13 de Julho de 2010

21º Capítulo

 

 

Aquele dia tinha sido sem dúvida diferente! Eu parecia que estava bêbado e Alice parecia também entrar dentro do jogo o que me deixava mais “maluco”.

Depois de Will entregar o embrulho a Alice, fomos estudar todos. Latim! A melhor disciplina que se poderia ter! Will e eu começamos a fazer um diálogo que a uma certa altura já não tinha sentido nenhum e misturávamos os idiomas que conhecíamos.

- Jace! O teu amigo fica para jantar? – Perguntou a minha mãe abrindo a porta do quarto.

- Deixe estar, não quero incomodar.

- Não incomodas nada! É só por mais um prato na mesa!

- Se não incomodar, agradeço o convite.

- Muito bem! Liga aos teus pais e avisa-os e daqui a meia hora venham comer.

- Sim! – Completou Alice.

A minha mãe fez um breve sorriso e fechou suavemente a porta atrás de si. Will por sua vez estava agarrado ao telemóvel a marcar o número e casa visto que a mãe não atendia.

- Não queres aproveitar e abrir o pacote?

 

 

- Acho que sim! Ajudas-me?

- Claro! Isso é pergunta que se faz a um amigo?

- A um amigo não, mas a um namorado! – Disse ela a rir-se arrastando-me também.

Abrimos com cuidado e no interior estava uma caixa, uma caixa de madeira.

- Então!? Abre!

- Sim claro. – Ela abrir cuidadosamente e olhou para lá para dentro e ficou baralhada.

- O que foi? Deixa ver.

Abri mais a abertura da caixa e revelo que nunca tinha visto tanto dinheiro junto na minha vida.

 

 

 

Abria a porta daquela casa.

Era alta! Não muito “complicada” como algumas que existiam. Não seria estranho adivinhar onde estaria o pai daquela rapariga.

 

Segui por isso na direcção do quarto dele pensando que neste momento já a rapariga já teria aberto a caixa e pensado que o pai é que a tinha mandado. Era brilhante, um plano bom e sem falhas! Como os meus. Agora só restava hipnotizar o pai para bater tudo certo.

Vi o homem ali sentado pela frecha da fechadura e os meus olhos vermelhos “saltaram” cobrindo assim o castanho que os disfarçava.

Entrei no quarto e ele levantou-se.

- Quem é?

- Eu! Não sou ninguém!

- Oh rapaz! Não brinque comigo.

Rapaz! Era a palavra que não suportava ouvir! Já tinha passado do tempo de vida dos humanos e mesmo assim … Tinha de ter calma, eles não sabiam de nada e assim deveria continuar a ser.

Olhei nos seus olhos e entrei-lhe pela cabeça descobrindo tudo o que queria saber incluindo que a mulher dele estava na nossa civilização!

Desmaiou assim que lhe coloquei o que ele deveria fazer! Era fácil demais!

 

 

Fechamos os dois a caixa no momento em que Will desligou o telemóvel.

- Pessoal! Estão branco como as paredes! O que se passou.

- Aaaa, nada! Foi a Alice que viu o por do sol!

 

- Sim, realmente é super bonito!

Naquele momento todos olhávamos para a janela do quarto onde se via o por do sol.

- Vamos comer?

- Sim, claro.

Descíamos as escadas quando Alice me sussurrou ao ouvido: - Sei quem me deu a caixa.

 

publicado por Diogo Simões às 11:39

Segunda-feira, 12 de Julho de 2010

20º Capítulo

Outubro

 

 

 

- Há muito, muito tempo, um homem chamado de Walter sentou-se á beira de uma praia, pelo menos no que se tinha na altura e pensou num tão bom que era se pudesse viver no mar! Deixando assim para traz aquele mundo cheio de miséria e de guerra governado por vários povos que não se respeitavam.

No meio dos seus dias surgiu um mensageiro! E Walter ficou bastante impressionado! Perguntou-lhe o que queria e este simplesmente respondeu-lhe que os seus pensamentos tinham sido “ouvidos” e que o vinha buscar para realizar uma nova vida. Ele como qualquer um não percebeu o significado da mensagem e inquiriu-se mas a única coisa que esse mensageiro disse foi que nunca devemos acreditar só no que temos á “á nossa frente” mas sim no “mais alem”, e que por isso, tudo o que ele acreditava e cria iria desaparecer e aparecer diante dos seus olhos.

- Mas quem era esse mensageiro? – Inquiriu Shavalek.

- Era Marcus!

- Marcus! Este Marcus?

- Sim meu caro! Ele tem trezentos e quarenta e cinco anos.

 

 

 

- Jace! Está aqui um amigo! Diz que se chama Will.

- Jace! O Will está lá em baixo.

- Que queres que faça? – Perguntei – Mãe! Diz ao Will que já desço. – Gritei eu. – Alice toma! – Disse eu pegando na roupa espalhada! – Veste-te.

- Sim, claro! E tu todo nu não vais muito longe.

- Sim, desculpa. Tens razão.

Vestimo-nos os dois num clima de risos até fazer-me lembrar da noite que fui apanhado em casa do João com a Madalena! Ui! Já tinha sido á dois meses.

- Já estás pronta?

- Não! Tenho de ir para o meu quarto! A tua mãe não á de ficar satisfeita se soubesse o que se passava “nestes quartos”.

- Sim! Deves pensar que esta é uma casa de malucos.

- Muito pelo contrário! São pessoas descontraídas, cuidadosas e “ protegidas”.

- Esse “protegidas” foi para …

- Amo-te, até já. – Afirmou ela saindo do meu quarto.

 

 

Certo! Agora tenho de ir ter com o Will! E depois com a Alice! Que confusão.

Desci as escadas e encontrei Will sentado no sofá.

- Tudo em cima Jace?

- Mais do que em cima! – Murmurei eu.

- Aaaa … muito bem, como queiras. – Disse entre risos.

- Anda, vamos para o quarto!

- Sim, tenho de te dar uma coisa.

- A mim? – Inquiri.

- Não, desculpa. Á Alice.

- Muito bem! Então vá, vamos.

Subimos as escadas e entramos no quarto e que depois demorou muito até Alice aparecer.

- Já tinha saudades. – Disse eu.

Ela começou-se a rir e depois conseguiu falar. – Não sejas parvo.

O meu quarto transformou-se numa risada total até que Will com a sua cara de intrigado me fez sinal.

- Podem dizer-me o que se passa?

- Poder podia mas …

- Will, não lhe ligues, ele está a atravessar a “puberdade”.

- Will! Nós depois falamos.

- Também acho que é melhor!

 

 

Rimo-nos todos numa confusão de pensamentos em que Will não percebia nada e eu chegando a um certo ponto já não percebia nada.

Paramos e começamos a falar até que Will deu um embrulho a Alice.

 

 O nevoeiro instalava-se novamente.

Tinha acabado de chegar. Agora mais tranquilo. Tinha aquela “humana” debaixo de olho e com um pequeno presentinho. Agora era só tratar do pai dela. Mesmo assim tinha pena, mas mais cedo ou mais tarde ia ser um vício! E tinha de o parar, a “nossa” sobrevivência era necessária.

 

 

 

publicado por Diogo Simões às 18:08

19º Capítulo

 

Eu e Marcos entramos dentro da sala batendo á porta da sala.

- Bom dia professora, descul ….

- Sim, eu sei menino Jace, a sua colega falou-me do seu estado! Mas agora quanto ao seu amigo não sei.

- Desculpe-me! Eu sou Marcus Alles, o novo aluno da turma.

- Muito bem, menino Alles? Que nome estranho!

A cara de Marcus ficou surpresa e por segundos pareceu ver um dos olhos de Marcos tornar-se vermelho, mas brevemente desapareceu depois de Alice me chamar para junto dela.

- Bem, que estranho… isso agora não interessa! Sente-se num lugar qualquer.

- Muito obrigado!

- Continuando com a aula, hoje vamos falar das …

A aula prosseguiu normalmente menos a parte em que Will me via demasiado “agarrado” a Alice.

Confesso que fui duas vezes “abaixo” acabando por Alice me acordar.

 

O dia continuou normalmente menos a aparte em que fiquei surpreso ao almoço.

- Então Jace! Tudo bem? – Perguntou Alice.

- Sim está!

- Estava tão preocupada contigo mesmo! Só te queria dizer uma coisa!

- Como correu a apresentação? – Tentei adivinhar eu.

- Não, isso já lá vai! Queria dizer que te amo!

Naquele momento ela agarrou-se a mim e eu a ela.

Beijamo-nos como não beijava Madalena á muito!

Senti-me baralhado agora mas sabia que queria estar com ela e que Madalena era passado!

Correspondi-lhe no beijo e prolongamo-lo por mais tempo.

Will aproximou-nos de nós.

- Por acaso não têm nada para me contar?

Rimo-nos os dois e falamos.

- Nos … - Dissemos os dois em uníssono.

- Vocês … - Prosseguiu ele.

- Alice? Aceitas namorar comigo! – Perguntei a Alice.

Ouve um grande silêncio cheio de tenção. Will olhava para as caras de ambos com uma cara de confusão.

- Sim, quero! – Respondeu ela.

Agarrei-me a ela e beijei-a suavemente.

- Pessoal! Não quero interromper! Mas será que podemos ir almoçar?

- Sim desculpa!

Seguimos os três para o almoço. Um almoço que iria ser diferente. Junto com a minha nova “alma”.

Usufruímos do maravilhoso esparguete á bolonhesa e seguimos para o resto das nossas aulas.

 

 

O fim da tarde avizinhou-se! Saímos das aulas calmamente.

- Vocês agora vão juntos todos os dias? Começo a desconfiar do que farão lá em casa.

Rimos os três numa boa gargalhada.

- Não sejas parvo Will.

- Estou só a brincar Alice.

- Muito bem! Aparece lá em casa daqui a meia hora.

- Ok. Então até já!

- Jace! Achas que lhe devíamos contar?

- Sim, ele é nosso amigo e merece saber.

- Tens razão, anda, vamos.

Entramos em casa e Alice subiu para o quarto. Enquanto isso a minha mãe chegou a casa.

- Boa tarde filho. Achas que já podemos falar?

- Olá mãe! Sim! Podes começar.

Sentámo-nos os dois e ela começou com um tom de voz calmo mas forte nas suas palavras.

 

 

- Filho! Queria pedir-te desculpa! Não devias ter visto aquilo, lamento muito.

- Foi por causa daquele homem que vieste para cá?

Ela não respondeu, limitou-se a virar a cara.

- Mãe responde.

- Sim foi.

- Mentiste-me! E eu sempre te ajudei! Porque fizeste isso?

- Jace eu estava apaixonada e …

-Tu mentiste-me, tive de abandonar tudo! A Madalena, os meus amigos … DEIXEI A MINHA VIDA TODA! FOI TUDO UM ERRO!

Subi para o quarto. Alice estava lá sentada na minha cama! Chorava!

- Também foi um erro conheceres-me?

Ela tinha ouvido a minha conversa com a minha mãe. Mais discussão do que conversa propriamente dito.

- Alice, claro que não! Não era nesse sentido. Só que a minha mãe não devia ter feito, devia ter-me dito os motivos todos mas …

- Mas …

- Mas também se não fosse isso não te iria conhecer, nem ao Will claro.

Abracei-me a ela na esperança de a acalmar.

- Sim, desculpa!

- Não tens de pedir desculpa, a culpa é minha.

Agarramo-nos os dois e envolvemo-nos num clima de satisfação e certeza! Foi nesse momento que ela perdeu a virgindade.

Tinha confiado em mim para dizer que nunca se tinha envolvido a serio com alguém nas nossas conversas “ pós e durante o trabalho” e tinha confiado em mim para conhecer o seu corpo entregando-se assim.

 

publicado por Diogo Simões às 10:51

Domingo, 11 de Julho de 2010

18º Capítulo

 

Quem haveria de estar a pesquisar sobre a nossa civilização? Seria o raio de um trabalho escolar como da outra vez? Não! Não podia ser!

Aquela cidade era pequena e muito “vazia”, o que me confundia mais.

- Mas aqui hic jacet lepus[1].

 

 

 

Parecendo que não tinha acabado de adormecer em cima do computado! Acabando por abrir uma pagina por engano acabando por não dar importância.

Fechei o computado e levei o trabalho para mostrar a Jace.

Caminhei pelo corredor e entrei no quarto dele.

 

 

 

Estava novamente destapado e já dormia tranquilamente e com uma enorme sandes de leitão ao lado. Pelos vistos tinha estado a comer, acabei eu por pensar.

Pelo menos tinha comido metade, já não era mau de todo.

- Estava á tua espera. – Disse ele num tom de voz baixo. – Vá, entra.

- Desculpa, estive a acabar o nosso trabalho, temos de o entregar amanha.

- Eia pois é! Desculpa não te ter ajudado.

- Que disparate. Devias ajudar uma grande coisa nesse estado.

- Não duvides das minhas capacidades. – Afirmou ele acabado por nos rirmos os dois.

Calei-me de modo a não o esforçar e mostrei-lhe o trabalho.

Depois de um longo tempo entregou-me.

- Estás de parabéns! Está espectacular e lembraste-te das minhas opiniões.

- Nada de mais!

- Anda cá!

Aproximei-me dele e ele agarrou-me na mão e puxou-me para junto dele e beijou-me!

- Vá, agora vai descansar! Já é quase de noite!

- Até amanhã!

Fui para o meu quarto!

Adormecei envolta de tudo o que tinha acontecido o que decerto modo me fizera não pensar no “sonho barra pesadelo” que tinha tido com a minha mãe! Era bom que aquilo fosse verdade! Adorava-a e parecendo “ ligeiramente estúpido”, ela e Jace eram agora a minha família para não falar de Vilma que me tinha recebido muito bem.

 

 

 

 

O dia tinha começado cedo!

Levantei-me, tomei um duche e vesti-me para mais um dia de aulas e de uma apresentação de um trabalho que iria fazer sozinha, mas Jace merecia que fizesse isso afinal de contas ele tinha-me ajudado, e muito.

 

Desci as escadas e tomei o pequeno-almoço com Vilma e a qual me disse que me agradecia pelo que eu tinha feito.

- Não tem de me agradecer. Ele também o fez por mim!

- De qualquer das maneiras muito obrigado.

- De nada.

Sai de casa e dirigi-me para mais um dia de aulas!

Aborrecido!

 

 

Acordei bem-disposto. Olhei para o relógio e já marcavam as dez e meia da manha. As aulas tinham começado.

 

 

Tomei um bom duche, vesti-me e desci as escadas e tomei um pequeno-almoço reforçado dado pela minha mãe.

- Jace! Logo falamos!

- Sim mãe! Logo falamos!

Despedi-me dela com um beijo e sai de casa.

Olhei para o meu horário e neste momento ia tocar para termos latim. Para que raio é que precisava de latim? Deixei a pergunta na minha cabeça e corri o máximo que pude naquele clima de verão.

Cheguei á escola e estava a tocar nesse preciso momento.

- Podes dizer-me onde fica a sala A14?

- Sim claro que digo Jace.

- Como sabes o meu nome?

- Aaaa, digo no caminho! Anda. Chamo-me Marcus.

 

 



[1] Aqui se esconde a lebre – referência ao facto de ali estar a pessoa que procura sobre a sua civilização.

publicado por Diogo Simões às 09:35

Sábado, 10 de Julho de 2010

17º Capítulo

 

 

 

- Alguém andou a pesquisar sobre a nossa cidade.

- Como tens a certeza disso?

- Tenho seguidores lá fora que o comprovam!

- Muito bem! Tenta só que eles se “esqueçam”. Mas atenção, não lhes podes fazer mal, nunca vai ser essa a nossa política!

- Muito bem!

- É para comprimir Marcus!

 

- Isso quer dizer o que exactamente? – Perguntou ela.

- Que possivelmente mas mesmo muitoo possivelmente te amo. – Disse carregando no muito de maneira a que ela sentisse o que sentia.

- Sabes, a tua mãe contou-me o que se passou contigo e a …

- Madalena?

- Sim, a Madalena.

 

 

- Oh! Não te preocupes com isso, de verdade. Isso é passado e quero muito esquecer. Ela de qualquer das maneiras chateou-se comigo. E, não quero que sintas que te estou a usar para a esquecer porque isso é mentira. Adoro a tua companhia muito e quero aproveita-la.

- És tão engraçado!

- Porque?

- Porque sim! Se o digo é porque és!

Ficamos os dois a olhar um para o outro durante algum tempo.

- Bem! Tenho de ir para o meu quarto senão a minha mãe não vai gostar muito e eu e ela ainda temos de conversar.

- Sim, eu sei! Falei ontem com ela sobre isso e deixa-me dizer-te que está arrependida.

- Até pode estar mas estou chateado com ela na mesma!

- Olha, mais uma coisa! Tem cuidado. As feridas estão a sarar bem, mas tem cuidado na mesma para não as abrires.

- Tens de ter calma. Até parece que levei dezassete facadas.

- Não brinques com isso.

- Eu paro! – Ri-me acabando por a arrastar comigo!

- Até logo e descansa.

 

 

Deitei-me na cama e contemplei o tecto. Coisa que não fazia á muito tempo. Descontraia-me! Era branco assim como os pensamentos que queria ter! Era só concentrar-me.

Uma dor angustiante percorreu o meu corpo numa onda quente onde me deixei adormecer depois de caído no chão.

 

 

 

A casa estava de pantanas! Jace tinha adoecido, pelos vistos não tinha comido nada nestes dias! Coisa que vim a saber que ele fazia muito e tinha ainda sido atingido no estômago quando se tinha pegado com o meu pai o que lhe causou uma indisposição ainda maior não conseguindo assim por nada na boca. Tínhamos apenas de esperar que o estômago acalma-se para lhe podermos dar comida.

Era horrível pensar assim. Ainda á umas horas tinha-mos estado os dois e ele tinha-me beijado e agora estava doente e adorava estar deitada a seu lado mas ele estava todo destapado e transpirado que pelos vistos tinha descoberto que era muito quente tento ate uma ventoinha no quarto.

Tentei não pensar nisso e fui acabar o nosso trabalho que tinha-mos de entregar amanhã.

Abri o computador e comecei a trabalhar, começando por pesquisar pela Atlântida e pelas possíveis localizações que esta poderia ter.

 

A lista era enorme, olhei apenas para algumas, e olhei para a pequena introdução.

 

Há diversas correntes teóricas sobre onde se situaria Atlântida, e sobre quem teriam sido seus habitantes.

 

Alguns teóricos sugerem que Atlântida seria uma ilha sobre a Dorsal Oceânica que - no caso de não ser hoje parte dos Açores, Madeira, Canárias ou Cabo Verde - teria sido destruída por movimentos bruscos da crosta terrestre naquele local. Essa teoria baseia-se em supostas coincidências, como a construção de templos em forma de pirâmide na América, semelhantes às pirâmides do Egipto, fato que poderia ser explicado com a existência de um povo no meio do oceano que separa estas civilizações, suficientemente avançado tecnologicamente para navegar à África e à América para dividir seus conhecimentos. Esta posição geográfica explicaria a ausência concreta de vestígios arqueológicos sobre este povo.

De facto era uma teria bastante interessante. Mas os nomes eram repetidos mas quando se falava num havia tudo a favor. O triângulo das bermudas! Conhecido como vários desaparecimentos, correntes fortes como tinha lido mais acima. Seria este povo também muito evoluído e tecnológico para se manter tanto tempo “ausente”?

 

Acabei o trabalho acabando por escrever algumas opiniões que eu e Jace tínhamos discutido e assim finalizei-o. Era só mostrar a Jace. Este tema acabava bastante por ser interessante! Abri novamente o computador e comecei uma forte pesquisa por este mundo das lendas ou mitos e de verdades histórias! O facto e que se falava bastante naquele tema.

 

 

publicado por Diogo Simões às 09:50

Quinta-feira, 08 de Julho de 2010

16º Capítulo

 

 

 

O sonho, quer dizer para mim era mais pesadelo, continuou. Estava a ver a minha mãe. Numa sala escura, antiquada, muito mesmo com pouca decoração e tudo o que tinha era de á muitos anos atrás.

Fico feliz por te ver e sinto tantas saudades tuas que nem imaginas. Espero que a tua vida esteja a ir bem e se estas a perguntar eu estou bem, muito bem, mas, eu sinto a tua falta. E preciso de ti minha filha. E, se eu pudesse pedir um desejo desejava que aqui estivesses ao meu lado. Eu amo-te mais do que nunca e enquanto não vir mais a tua cara nada vai mudar. E desculpa-me só nos podermos ver assim mas peço-te que não me procures, mas se voltar para casa e me perguntares se vou ficar eu respondo claramente sim.

Mesmo assim, eu tento viver sem ti mas as lágrimas caem dos meus olhos e estou sozinha e sinto-me vazia, eu olho para o inicio a espera que tu faças o mesmo e te lembres dos nossos bons momentos. E assim, mais próxima me vou sentir de ti.

 Amo-te mais do que nunca. Adeus! Até uma dia…

- MÃE!!! – Gritei no choro repentino e doloroso – Também te amo mais do que antes e eu tento viver sem ti, mas as lágrimas! Oh Mãe!

Naquele momento não aguentava a minha tristeza era tanta que estava envolta de lágrimas, não conseguia parar. Parei de soluçar assim que senti a porta a abrir-se. Naquele momento não conseguia distinguir quem era mas logo ele falou.

- Não chores, eu estou aqui.

Quem fala era a voz de Jace! Estava fraco, muito fraco. Aproximou-se da minha cama e levantou-me e sentámo-nos no sofá que havia no meu novo quarto.

- Não fiques assim, anda, encosta-te. Não sei o que aconteceu mas vais passar isto eu ajudo-te.

- Obrigada Jace! - Solucei.

Fique abraçada a ele tentando não por o meu peso todo em cima dele, às vezes ele acabava mesmo por arquejar das dores que tinha e das nódoas negras no seu peito.

Agarrei-me a ele e cai num sono profundo e tranquilo estando ali o meu “ anjo da guarda”.

 

 

 

Ela adormeceu nos meus braços. Estava cansada, muito. Tentei levantá-la e coloquei-a na cama.

Tinha tantas dores naquele momento que só queria descansar. Tirei uma manta do armário e deitei-me no sofá.

 

O dia tinha começado. Estava radiante. Deixei-me ficar no sofá a observar Alice a dormir. Estava serena mas com lágrimas no rosto.

Estava a olhar para ela quando ela abriu os olhos.

Deixou cair mais uma lágrima.

- Bom dia Jace! Obrigado por teres vindo cá ontem mas não o devias ter feito! Estás todo negro, esforçaste-te.

- Oh! Esquece lá isso, pelos meus amigos faço tudo mesmo, esteja ou não ocupado, magoado … devemos isso a eles.

- Sim, isso sei, mas obrigada na mesma.

- De nada.

- Importaste de deitar-te comigo?

Aquela pergunta apanhou-me de surpresa.

- Eu prometo que tenho cuidado com as tuas feridas, não te quero magoar só quero que estejas aqui para não me sentir sozinha.

- Eu sei. Arranjas ai espaço para mim?

- Sim, mas eu também sou pequena.

- Podes ser pequena mas és grande por dentro.

- Obrigada. – Dizia ela enquanto me deixava entrar na cama.

Sentia-me bem com ela, óptimo para dizer a verdade como se isso depois bastasse para sarar as minhas feridas, mas mesmo assim não ligava a isso enquanto estava com ela.

- Porque estavas a chorar?

- Se preferires não queria falar disso! Pelo menos por agora.

Fez-se um breve silencio ate voltar a falar.

- Eu respeito-te claro. Quando estiveres e quiseres falar, sabes que me tens.

- Obrigada.

- De nada. – Respondi aproximando-me dela e beijando-a.

 

publicado por Diogo Simões às 09:08

Quarta-feira, 07 de Julho de 2010

15º Capítulo

 

A cara dela estava inexpressiva.

Continuava na dúvida se aceitava o meu pedido ou não.

- Alice! Por favor, diz alguma coisa.

- Jace, se fosse mesmo eu diria que não que me ia arranjar mas de facto não sei se consigo essa ajuda por isso aceito, mas só com uma condição.

- Sim, claro, diz. – Disse sorrindo.

- Quando arranjar um trabalho vais deixar-me pagar parte do que gasto na casa, pode ser?

- Isso logo se vê. Podemos ir! O meu corpo está a …

- Sim desculpa, esqueci-me de como estavas.

Seguimos caminho fora e desta vez não fomos a pé. Não aguentava as dores que agora despertavam das diversas partes do corpo.

Chegamos a casa e entramos nela assim que Alice pagou o pequeno trajecto.

- Como se chama a tua?

- Vilma, mas para que? Alice não digas…

- Dona Vilma! Venha rápido. – Gritou ela apagando as minhas últimas palavras.

Só vi a minha mãe na minha direcção e de repente estava rodeado pelos seus braços, quente e fortes como sempre.

- O que te aconteceu?

- Desculpe interromper.

- Sim, não faz mal.

- Isso é uma longa história, neste momento acho que ele devia descansar.

- Sim filha, tens razão. Vamos já tratar disso! Ajudas-me?

- Sim claro.

 

 

 

Juntamente com a mãe dele ajudei-o a subir as escadas até ao seu quarto.

Jace fazia-me sentir bem, protegida e amada e adorada. Mais do que fizeram por mim.

Entramos no seu quarto que não sendo muito grande era acolhedor, arrumado e muito giro. Embora com muito embaraço ajudei-a a tirar a t-shirt de Jace acabando por ficar em tronco nu onde tratamos das suas feridas. Jace não se mexia. Estava pálido e sensível. Tinha tanta pena e lamentava tanto a tarei que tinha levado do meu pai, que por sua vez não tinha sido nada “simpática”. O meu pai era perigoso às vezes e com todas as suas preocupações e parvoíces acabava por ser uma pessoa bruta e cruel acabando assim por magoar alguém fiscalmente.

Deitamo-lo e fomos para a sala.

- És a Alice não és?

- Sim, sou eu.

- Obrigado por teres trazido o meu filho a casa, estava muito preocupada com ele. Mas gostava de saber o que se passou.

- Não tem de agradecer! Gosto muito do Jace e ajudei-o.

Ao dizer aquilo a expressão de Vilma alterou-se. Ficou um pouco mas alegre e por sua vez não sabia se isso era bom ou mau.

Contei-lhe tudo desde o inicio e falamos numa conversa abertamente. Contei-lhe do meu pai e do que se tinha passado. Ela ajudou-me e disse para ter cuidado e que estaria sempre ali para a ouvir.

Era uma boa estranha”, era simpática e amigável algo que tinha em comum com o seu filho.

Falamos do motivo porque tinha vindo para ali e dos sentimentos que nutria por outro homem o qual não me espantou depois da cena que tinha visualizado juntamente com Jace.

Disse-lhe os meus sentimentos pelo seu filho e a admiração que tinha dele e por sua vez ela disse que ia dizer o mesmo que o filho tinha dito: Que poderia ficar ali em casa até precisar, pois estava em dívida para comigo.

Falamos até umas boas horas da noite ate que nos fomos deitar. A sorte era que no dia seguinte não tínhamos aulas, o que me tranquilizava.

 Deitei-me e adormeci num sono calmo mas cheio de preocupações por Jace. Adormeci e foi ai que o sonho mas estranho da minha vida se revelou. Uma cena misteriosa e cheio de terror…

publicado por Diogo Simões às 13:37

Terça-feira, 06 de Julho de 2010

14º Capítulo

 

Acordei com a voz de Alice. A sua cara estava próxima da minha! Tinha um pano na mão e estava com ar de preocupação.

- Jace! Jace! Estás bem? Por favor responde.

- Sim – articulei – o que aconteceu?

- Bem, depois de me teres defendido o meu pai deu-te um murro e uma data de pontapés. O chão ficou com algum sangue.

A expressão na cara dela era de susto e os seus olhos brilhavam.

 

 

- Desculpa. Nunca te devia ter trazido aqui, a culpa é minha.

- Oh. Não te rebaixes. Se não fosse eu ele tinha-te continuado a bater! E depois ficas pior que eu! E, estou contente por ter estado aqui para te defender.

- Obrigado Jace! Mas… ele expulsou-me de casa. Disse para eu sair e levar as minhas coisas.

Naquele momento não sabia o que haveria de fazer. Tentei levantar-me da cama embora com bastantes dores e abracei-a.

- Obrigada.

- Eu é que agradeço Alice! Por me teres trazido aqui para te defender e ver este teu espaço.

- Mas agora tenho de arranjar um sítio para dormir.

- Não te preocupes! Eu ajudo-te com isso!

O sorriso dela tinha agora mais poder em mim. Sentia que a tinha de a proteger. Estaria eu a apaixonar-me novamente? Estaria o meu coração a pregar-me uma partida para ver o que sentia por Madalena? Estas e tantas perguntas na minha cabeça e nenhuma delas com resposta.

Ela ajudou-me a levantar da cama e falamos até umas boas horas. Fazia-me bem a sua companhia! Adorava-a. Era a palavra ideal para descrever o meu sentimento.

- O meu pai começou-me a bater desde que a minha morreu.

- Mas sabes porque ele faz isso?

- Penso que nunca se reconfortou com o desaparecimento dela acho que pensa que ela nos abandonou e agora quer tanto proteger-me e “prender-me” que acaba por fazer asneiras e enerva-se. Mas eu gosto tanto dele.

- Mas a tua mãe desapareceu?

- Sim, quando ia …

- ALICE! JÁ ARRUMAS-TE AS TUAS COISAS?

- Não pai! Desculpa.

- Então arruma e sai com o teu namoradinho.

Tentei levantar-me mas o que consegui foi cair outra vez par cima da cama.

 

 

- Jace! Calma, assim não se resolve nada.

- Mas eu tenho de defender-te!

- JACE! Peço-te que não piores a tua situação! Já viste o teu estado!

- Pois! Tens razão, desculpa. – Menti eu pensado como a haveria de ajudar.

Naquele tempo que passamos tentei ajuda-la a arrumar as coisas mas ela impedia-me sempre. Dizia que não podia fazer esforços mais uma série de coisas que me faziam sempre calar e voltar-me a sentar á beira da cama.

 

 

 

Eram já cinco e meia da tarde quando ela acabou de arrumar tudo. Teve sempre muito cuidado com os meus livros, poster.

- Olha, não precisas de levar isso tudo. Fazemos assim! Eu deixo tirar-te uma fotografia comigo e assim evitas de andar com isso tudo atrás.

- Mas achas que eu me importo de andar com isto tudo atrás? - Afirmou ela acabado por se rir. – Mas quero uma fotografia mas agora não estas no teu melhor estado para isso.

- Sim, tens razão.

Ajudei-a a levar as malas e embora fosse estranho quando estava perto dela as dores desapareciam assim como as minhas preocupações.

- Onde irei eu dormir?

- Sinceramente não sei, mas deixa-me pensar.

- Pois mas não conheces muito bem isto, ou já não te lembras bem da zona.

- Sim tens razão.

- Já sei. – A ideia tinha surgido de súbito na minha cabeça. – Vens para minha casa! Tenho lá um quarto a mais.

- Jace …

 

publicado por Diogo Simões às 16:13

Segunda-feira, 05 de Julho de 2010

13º Capítulo

 

Paramos e olhamos um para o outro. As nossas caras estavam assustadas, cheias de duvidas…

- O que foi isto? – Perguntou.

- Não sei.

Libertei-a dos meus braços e ela agarrou-se ainda com mais força a mim.

- Jace… Acho que te amo. 

- Alice? Como podes amar-me se ainda não me conheces?

- Conheço-te muito bem. Tenho vindo a acompanhar-te, em tudo. Anda, anda a minha casa…

- E o teu pai.

- O meu pai está a trabalhar e vou sair de casa, já tenho idade.

- E para onde vais?

- Não sei. Se calhar para casa de uma amiga minha mas de qualquer das maneiras tenho de começar a trabalhar para juntar dinheiro para a viagem de finalistas…

- Se precisares de alguma coisa podes dizer.

- Sim, eu sei, conheço-te, mas agora anda, quero mostrar-te uma coisa.

Deixei que ele me levasse para casa dela apesar das estranhas sensações que estavam dentro do meu corpo.

Não podia dizer que a amava, não tinha essa certeza mas o facto era que ela me fazia bem e às vezes é preciso aprendermos a amar aquilo de que nos precisamos e neste momento precisava de uma pessoa que me apoiasse e que me entendesse.

A minha mãe estava sentada na mesa da cozinha a olhar para uma foto minha. A cara dela estava triste e sem vida. Às vezes parecia que ela era mais nova que eu. A sua maneira de viver era espectacular, tinha uma grande à vontade com a vida mas tinha-me magoado.

- Jace espera.

- Agora não mãe. Logo prometo que falamos. Agora, adeus.

A minha mãe não pronunciou mais uma palavra, limitou-se a sentar no sofá e encostar-se.

 

 

 A casa dela era simpática e acolhedora.

Entramos juntos e por minha surpresa de mãos dadas.

- Não te assustes com o meu quarto por favor.

- Porque me havia de ass…

As palavras caíram no preciso momento em que olhava para o quarto dela. O que via era extraordinário. Via uma cópia de todos os meus livros, fotografias, artigos de jornais.

Era um mundo magnifico e que ela conhecia-me das minhas palavras, tal como dizia sempre no inicio de casa historia:

 

Meus caros leitores, como sabem, todas estas palavras são escritas com o coração, transmitindo assim o meu ser. Espero que apreciem desta leitura tal como eu ao escreve-la e com uma única ajuda para a escrever: A VOSSA.

 

- JACE! JACE! Estás ai? – Perguntava ela distraindo-me dos meus pensamentos.

- Sim, estou.

- Eu disse-te que ias ficar espantado.

Na verdade estava bem espantado! Nunca tinha visto assim uma coisa!

- Jace! Como vês admiro a tua escrita. A sério que adoro.

- Alice!

Não conseguia falar. Estava abismado.

- E para que me troces-te aqui?

- Para veres o quanto admiro, a ti e á tua escrita.

- Fico feliz por isso. Muito.

Naquele momento de silêncio ouviu-se uma porta a bater.

- Esconde-te rápido. O meu pai.

A adrenalina aumentou naquele momento.

- Por favor. Esconde-te dentro do armário, não tornes isto difícil! Por favor.

Escondi-me rapidamente no preciso momento em que o pai dela entrou.

- ALICE! JÁ TE DISSE PARA NÃO CHEGARES A ESTAS HORAS! – Gritou-lhe o seu pai.

- Sim, desculpa pai.

- Que isto não volte a acontecer. – Disse-lhe dando-lhe uma estalada.

- Pare – Gritei saindo do armário.

- O que é que este fedelho esta aqui a fazer? No teu quarto, sua … vadia.

Naquele momento só me lembro de uma mão pesada me atingir no rosto.

publicado por Diogo Simões às 13:25

Sábado, 03 de Julho de 2010

12º Capítulo

 

Naquele momento não sabia o que fazer, se ir para junto dela e deitar-me na cama a seu lado ou ficar apenas a olhar a espera que ela percebe-se que eu estava presente. Mas, decerto modo não podia ir deitar-me na cama com ela, era impensável. Era como trair Madalena apesar de já ter acabado.

- Jace, desculpa.

- Não faz mal, algo que eu possa ajudar?

- Não. A culpa é minha eu tenho de resolver isto.

- Muito bem. Os lanches já aí vêm.

- Ok. E vamos fazer o que?

- Falar. Mas trabalhar não. Já estou esgotado.

- E se te ajudar com o teu livro?

- Como assim?

- Eu vi os apontamentos que fizeste á beira das páginas destes livros, e deixa-me dizer-te que tens uma cabeça fantástica.

- Leste? – Perguntei com uma cara de intrigado.

- Oh. Desculpa. Fica descansada que não conto nada a ninguém, prometo.

Naquele momento reparara como ela era bela. Linda, uma voz calma e doce. Roupa pratica e com ar de quem não se preocupava com o que estava na moda. Era uma bela rapariga.

 

 

Nesse momento os sumos chegaram e a minha mãe deixou-nos a sós. Foi uma tarde bem passada, tinha dito ela antes de sair de minha casa.

Fui para o quarto e abri o computador. Liguei o MSN. Na verdade recebi uma recepção bastante agradável que se tornou no pior pesadelo.

(Esta conversa foi escrita como uma, e, sendo assim os sentimentos expressos pelas personagens serão colocados a seguir).

 

 

 

Madalena       diz:

*Olá amor! Quer dizer, ex. desculpa e super esquisito.

Jace diz:

*olá, sim, eu sei. Tenho saudades, mas tenho tentado na pensar nisso

      Madalena       diz:

*na pensar nisso! Já me queres esquecer?

Jace diz:

*não calma, tem calma, so que faz mal ficar agarrado ao passado.

      Madalena       diz:

*mas eu na consigo eu AMO-TE simplesmente

Jace diz:

*eu sei disso sabes?

      Madalena       diz:

*mas já conheces-te outra na foi? Trocas-te me já?

Jace diz:

*não, estas a perceber tudo ao contrário por favor não

      Madalena       diz:

*ESTÚPIDO! São todos iguais!

 Jace diz:

*não tas a perceber mal e eu to a explicar mal

      Madalena       diz:

*agora não deixa-me pensar.

 

Madalena tinha percebido tudo ao contrário. A conversa deixara-me de rastos. Não me queria chatear com ela, mas decerto modo também não me quisera ouvir, ela estava a sofrer, eu estava a sofrer, todos sofríamos.

O dia estava a acabar, e aquele peso pesava-me tanto, mas tanto e já não aguentava os segredos que a minha mãe tinha! E, neste momento não queria penar no que pensava.

Depois de várias tentativas de a minha mãe me chamar para comer recusei-lhe. Não queria ver ninguém e ela entendia, ela sabia como era para mim despedir-me de uma coisa, uma pessoa!

Deitei-me na cama e adormeci rapidamente num sono tranquilo mas triste!

 

 

O sol penetrava claramente na longa janela do meu quarto! Era terça-feira, e mais uma vez tinha de continuar o meu trabalho com Alice. E, sinceramente acho que o que me motivava para o dia de hoje era estar com Alice e Will.

Levantei-me abstraindo-me dos meus pensamentos e tomei um duche seguido de escolher a roupa para este dia. Iria ser difícil e complicado.

Desci as escadas evitando o máximo possível da minha mãe que gritava o meu nome já quando ia do outro lado da rua.

Naquele momento não queria falar com ninguém, dispensava todas as pessoas.

- JACE! JACE! Espera – menos Will, que berrava o meu nome – Espera. Já te disse que odeio correr?

- Não, mas fico avisado.

- Então! Tudo em cima?

- Sim sempre. – Disse mentindo.

- Adoro o teu dom para mentir. Anda, vamos.

Fiquei espantado como saberia ele que estava mal. Será que tinha visto a cena entre mim e a minha mãe? Mas isso não mostrava nada. Devia estar tão mal que nem para mentir já conseguia.

Ia ter Matemática e depois Educação Física. Que raio de dia que ia ter!

A campainha soou minutos depois de termos chegado.

Entramos na sala e preparamo-nos para mais um dia.

 

Depois de tocar para entramos para Educação Física reparei que Alice estava negra nas pernas e um bocado na cara.

Não me tinha preocupado mas depois pensei em perguntar-lhe quando fossemos para minha casa.

 

 

 

O dia tinha-se passado bem, embora com um grande calor.

Alice veio comigo para casa a pé! Will tinha ficado na escola com a sua parceira. Mesmo assim, íamos calados, algo que não gostava.

Chegamos a casa e entramos. A porta abriu-se muito rápido até que a terrível visão assombrou-me. A minha mãe estava enrolada com um homem, ali no meio da sala. O mundo tinha desabado todo em cima de mim!

- Jace!? Desculpa. Não queria.

- Vai-te …

- Jace calma. – Disse Alice rompendo com as minhas palavras.

- Vai-te lixar.

Subi as escadas olhado para trás a ver se Alice me seguia e sim seguia-me.

Entramos no meu quarto e o que fiz foi chorar. Vergonha não tinha, até me sentia seguro com Alice ali! A minha cara ficou vermelha. Alice veio para o pé de mim e abraçou-me.

- Não fiques assim! Eu estou aqui para te ajudar.

- Oh Alice! A minha vida está desfeita. Não tenho ninguém.

- Isso é mentira. Tens-me a mim! E ao Will claro!

- Obrigado.

- Sabes, também tenho problemas.

Ela sentou-se ao meu lado e falou com uma voz trémula.

- Vez isto aqui? – Perguntou ela apontando para as nódoas negras.

- Sim! Cais-te?

- Não, infelizmente. Os olhos delas encheram-se de lágrimas acabando por nos abraçarmos.

- O meu pai bate-me.

- Bateu-te? – Inquiri incrédulo.

- Sim, por ter chegado atrasada ontem.

- Meu deus! A culpa e minha…

- Não é nada. E ainda bem. Precisava de estar com alguém. E agradeço-te por isso, mas tu não tens culpa.

- E porque me contas isso tudo?

- Porque … Porque confio em ti.

Aquelas palavras enfraqueceram-me por completo. Lembrava-me de Madalena ter dito isso quando nos conhecemos. As pessoas confiavam em mim, e eu, eu era frágil. Mas não o podia ser.

Levantei-me e ajudei Alice a fazer o mesmo. Foi ai que nos beijamos.

publicado por Diogo Simões às 13:09

Sexta-feira, 02 de Julho de 2010

11º Capítulo

 

A campainha tinha tocado para sairmos. O dia tinha começado da melhor forma. Não havia duvida.

Liguei o telemóvel e vi o número de chamadas e de mensagens que tinha e todas de Madalena.

 

 

Olá querido. E estranho agora chamar-te isto mas não importa.

Soube que começavas as aulas hoje, por isso boa sorte e que lamento não estar ai nesse momento ao pé de ti.

Beijos e adeus.

 

As mensagens eram todas idênticas pelo qual não as li, e antes que algo acontecesse liguei-lhe. Atendeu ao terceiro toque.

- Estou? Jace? És tu!

- Sim sou eu. Podias olhar para o telemóvel antes de atender a chamada não é!

- Pois, mas isso agora não interessa. Esta tudo bem?

- Sim está e contigo.

- Também. Ouve, eu não posso ficar muito tempo ao telemóvel. Ainda quero ir ao cacifo e ao bar, esta bem?

- Sim, claro.

- Adeus!

- Adeus, beijos e fica bem.

Desliguei novamente o telemóvel e encontrei-me com Alice.

- Olá!

- Olá! Como vamos fazer do trabalho?

 

 

- Sinceramente não sei. – Respondi. – Se não te sentires incomodada podemos ir para minha casa. Comprei ontem uns livros sobre o nosso tema, se quiseres.

- Sim, por mim, e também preciso de espairecer.

- Então no final do dia vamos juntos para minha casa, pode ser?

- Por mim. E olha, queres ajuda? Vejo que ainda não sabes muito dos sítios da escola.

- Oh! Eu arranjo-me e tenho o …

- Will ao serviço. – Disse ele chegando-se ao pé de nos.

- Sim, tenho o Will e como somos ambos novos aqui acabo por ser divertido andar a caça do tesouro.

Rimo-nos todos em conjunto numa gargalhado sonora.

- Venham. Mostro-vos a escola.

E lá fomos. Alice era simpática e alegre pelo que se podia ver.

Acompanhámo-la pelo recinto e voltamos para a nossa segunda aula.

O dia tinha terminado. Nomeadamente o meu período de aulas, que pelo meu agrado tinha sido de manhã.

Infelizmente não poderia ficar com Will que apesar de não acreditar queria ajudar.

- Não te preocupes, estou acompanhado.

- E bem. – Respondeu ele. – Vá adeus, vou com a Marisa fazer o trabalho.

- Já arranjas-te uma brasa, vês!

- Olha quem fala.

- Adeus.

 

Alice esperou-me a porta da escola e fomos juntos.

- Quando vieste para cá? – Perguntou-me.

- A semana passada.

- E já conheces a cidade?

- Já cá tinha vindo de férias o ano passado, mas mudou muita coisa.

- Pois foi. E a cidade tem-se tornado vazia. Mas continuamos cá.

- E onde moras? – Perguntei.

- Naquela casa. Ali ao fundo! Consegues ver?

- Sim, consigo.

O “passeio” tinha sido longo.

Falamos de várias coisas. Tanto de mim como dela.

- Chegamos.

- Faz-se bem a pé! E mete-nos em forma.

- Pois é. – Afirmei rindo-me.

Abri a porta de casa que pelos vistos estava vazia e entrei com ela e fomos para o quarto.

- Mete-te á vontade.

- Ok. Obrigado.

- De nada.

Começamos o trabalho e fomos falando mais e mais.

A secretaria encheu-se de folhas e mais folhas escritas á mão por Alice. Como era mais ágil a escrever no computador ela disse-me que não se importava porque ela gostava de escrever a mão e que não levantava problemas a esse respeito.

Foi num estante que passou o tempo. Eram quatro da tarde quando paramos.

- Queres um lanchar?

- Não te incomodes.

- A série, eu tenho fome e assim comias comigo. Se quiseres claro.

- Sim, já agora. Obrigado! Mas não quero abusar. Basta um copo de sumo.

- Já agora comes como deve de ser mas eu também não sou de comer muito.

Desci as escadas e a minha mãe entrou. Deixei-me ficar calado para ouvir o que estava a dizer ao telemóvel.

- Sim, amanhã encontramo-nos não te preocupes. E sim, pode ser aqui em casa. Vá, adeus tenho de desligar.

- Olá mãe!

- Olá Jace. Que andas a fazer?

- Estou a fazer um trabalho com uma amiga. De filosofia.

- E queres que faça um lanche.

- Sim, já agora.

- Então vai lá que eu já te levo.

Subi para o quarto e Alice estava deitada na cama a chorar enquanto soluçava.

publicado por Diogo Simões às 10:43

Quinta-feira, 01 de Julho de 2010

10º Capítulo

 

A semana tinha passado a correr, muito depressa diria eu. Todos os dias Madalena ligava-me e eu a ela. Ainda não tinha bem assimilado tudo isto, esta revolta a trezentos e sessenta graus na minha vida, mas habituara-me desde pequeno.

 O dia tinha começado bem de qualquer das maneiras, pronto para a faculdade.

Levantei-me, tomei banho e desci as escadas.

 

- Bom dia filho. – Cumprimentou-me a minha mãe.

- Bom dia mãe.

- Queres comer alguma coisa ou comes na escola? – Inquiriu.

- Obrigado mãe. Mas como na escola, não te importes.

- Filho, desde que estejas bem eu também estou. Agora vá. – Disse ela abraçando-me – Bom inicio de aulas.

- Sim mãe, agradeço, mas não tenho catorze anos.

- Pois, esqueço-me disso.

Sai de casa olhando pela primeira vez para o meu novo horário. Pelos vistos ia ter filosofia logo pela manha. Algo que decerto modo não me incomodava.

 

 

Era um sítio bonito e agradável. Diferente de todas as outras.

- Olá. – Acabei por dizer. – Será que me podes dizer onde fica a sala A15?

- Olá, poder podia, mas não sei onde fica. Pelos vistos és novo aqui e vais para o mesmo sítio que eu.

- Parece que sim. Eu sou o Jace.

- Sim claro. – Disse ele apertando a mão. – Eu sou o Will.

 

 

Acabamos por encontrar a sala no preciso momento em que se ouve a campainha da escola soar pelos corredores e salas.

- Mesmo na hora. – Afirmei.

- Podes querer. – Respondeu.

Sentámo-nos nas mesas e vimos os restantes membros da nossa turma entrar pelas longas portas.

Altos, baixos, gordos, magros, havia de tudo e tinha a sua piada.

A última foi uma rapariga a entrar. Muito bonita por sua vez. Era alta, bela, um pouco morena e loura. Pensei em Madalena, era um sonho magnífico. Mas pelos vistos era o sonho de todos os rapazes aqui presentes. Desliguei-me dos meus pensamentos assim que o professor chegou.

- Bons dias meus caros amigos. Vou ser o vosso novo professor que vos vai acompanhar este ano.

- Bom dia. – Dissemos todos em uníssono.

Fez-se um silêncio esperando que o professor escrevesse o seu nome no quadro.

- Chamo-me Alexander Call, e, em vez das normais apresentações vamos fazer um pequeno debate.

- Debate stor? – Perguntou um colega meu.

- Sim, ouvis-te bem. Gostava de “discutir”… Vamos ver… Superstições. Basicamente no que vocês acreditam.

- Mas com que finalidade? – Perguntei.

- Muito bem. O nosso aluno jovem escritor.

Fiquei corado que nem o tomate. Não gostava de ser tratado de maneira diferente.

- Mas bem … senhor. Ah, Jonathan, respondendo á sua pergunta. Quero que em vez de nos apresentarmos, quero fazer uma “discussão”, num bom sentido claro, de maneira a ficarmos a saber um pouco do que pensa cada um de vocês. – Aclareou a voz e prosseguiu. – E o senhor[1] em que acredita?

Senti-me envergonhado mas respondi claramente.

- Sinceramente em várias coisas. É nisso que me baseio para escrever.

- Algo mais definido?

Não sabia se haveria de dizer ou não, mas não deveria sentir vergonha. Cada um acredita no que quiser.

- Atlântida.

Ouviram-se uns murmúrios, desde boatos, a gozo ou de colegas que concordavam.

- Ainda acreditas no Pai Natal? – Perguntou Thomas, um aluno que segundo dizia Will era o pior da turma.

- Nos acreditamos no que queremos. E, eu estou com ele, acredito que possa ter existido. – Quem tinha falado tinha sido a aluna que me tinha fascinado. Uma voz calma e solene!

Mais risos ecoaram na sala até que o professor interrompeu.

- Não se estejam a rir. Vocês os dois. – Disse ele falando para mim e para a aluna que me tinha “defendido”, ou pelo menos a coragem de o dizer que acreditava. – Tu como e que te chamas?

- Alice.

- Muito bem, Alice e Jonathan. Trabalho com as vossas razões e motivos dessa crença.

Houveram mais risos e que era bem-feita pois não devia-mos acreditar em criancices.

- E O RESTO DA TURMA A MESMA COISA.

Todos se calaram com as palavras altas e fortes do professor.

- Quero para todos, um trabalho por discordarem e com um peso acrescido na nota. Têm de aprender a respeitar as diversas opiniões. Quero grupos de dois.



[1] Sendo um jovem escritor o professor trata — o de uma maneira diferente.

publicado por Diogo Simões às 08:23

Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

9º Capítulo

Agosto

 

Os meses tinham passado rápido, diria mesmo que num piscar de olhos.

No dia anterior, quando fui á faculdade para saber mais sobre o meu ultimo ano, tinham-me informado que ia ficar numa boa turma, embora as vezes com uns pequenos problemas e que as aulas começavam daqui a uma semana, o que me assustou. Ainda á pouco tinha uma namorada maravilhosa e estavam com os meus amigos em Vermont e com a minha mãe. Agora estava em Housim´s Island, sem namorada, decerto modo zangado com a minha mãe e as minhas aulas começavam daqui a uma semana e não conhecia patavina daquela terra.

Sai de casa pela primeira vez até a minha chegada e olhei em redor para ver onde estava e a cidade pareceu-me logo morta, vazia, demasiado vazia. E, esse vazio mexeu comigo. Porque razão a minha mãe tinha vindo para um fim do mundo como este se ela detesta, senão que odeia, sítios vazios? Este facto preocupava-me de facto. A minha mãe tinha estado bastante atarefada e, ultimamente, muito agarrada ao computador e ao telemóvel, e por vezes escondia-se quando eu passava e falava ao telefone num sussurro que a pessoa do outro lado da linha possivelmente não a consegui ouvir. Mas, neste momento já tinha bastantes preocupações, não queria mais uma.

Fui visitar a tão famosa praça do centro da cidade a D. Formoso. Era mística e cheia de segredos, mas apesar de tudo era espectacular e tranquila.

Sentei-me e comecei a escrever, mas não sabia o que haveria de começar. Era difícil ir buscar a ideia base. Mas, de uma coisa eu sabia, que queria algo de outro mundo, algo mitológico, ficção científica, embora demasiada não, só mesmo para determinadas pessoas.

Sai do banco e dirigi-me á livraria na esperança de algo de lá me ajudar.

 

 

- Eu amo-te Michal, não podes duvidar disso, mas se ele souber nunca mais me ira falar e não posso arriscar.

- Eu espero como sempre tenho esperado, amo-te demasiado para te magoar.

- Beijos e até amanhã amor, dorme bem e pensa em mim.

- Sempre.

 

Finalmente tinha chegado a casa. A livraria estava completamente cheia, nunca tinha visto nada assim, mas até gostava assim do ambiente.

Pousei os livros na minha nova secretaria e comecei por um fininho que me tinha chamado á atenção.

Abri as páginas e nelas descobri a magia, como se o meu sonho se tivesse realizado ao ler aquelas páginas.

 

Teorias e hipóteses sobre sua existência

O tema Atlântida tem dado origem a diferentes interpretações, das cépticas às mais fantasiosas. Segundo alguns autores mais cépticos, tratar-se-ia de uma metáfora referente a uma catástrofe global, que teria sido assimilada pelas tradições orais de diversos povos e configurada segundo suas particularidades culturais próprias. Consideram também que a narrativa se insere numa dada mitologia que pretendia explicar as transformações geográficas e geológicas devidas às transgressões marinhas.

 

O parágrafo era muito vago e pelo que parecia era aberto a vário tipo de opiniões. Prossegui com a leitura.

 

 

Teoria do antigo continente

Há ainda a versão, defendida pelo cientista brasileiro Arysio Nunes dos Santos, segundo a qual Atlântida seria nada mais do que o nome grego para uma civilização ancestral, que teria sido descrita com diferentes nomes nas mais diversas culturas. Para Arysio, a Atlântida supostamente real ficaria na Indonésia e diversos povos do mundo, como os gregos, egípcios, hindus e mesmo os índios tupis, seriam descendentes dos atlantes. Ainda, segundo essa teoria, diversas descobertas científicas como a criação do alfabeto, das culturas agrícolas, da pecuária e do cavalo, seriam tributárias dos atlantes; e a causa da submersão da cidade/continente e do dilúvio teriam sido devidas a uma bomba atómica lançada dentro de um vulcão.

 

As ideias eram mesmo de espírito aberto, deixavam sempre algo a desejar. Mas de uma coisa todos tinham a certeza. Era um civilização muito avançada e com muitos estudos e de boa tecnologia, quem sabe se não melhor que a nossa actualmente. Mas de certo modo acabava por ser impossível, não cabia na cabeça de ninguém. Fechei o livro e deitei-me com o turbilhão de ideias que estavam a passar na minha cabeça.

 

 

 

publicado por Diogo Simões às 10:35

Terça-feira, 29 de Junho de 2010

8º Capítulo

 

 

Aquele momento tinha sido especial e ao mesmo tempo o mais triste da minha vida! Não iria aguentar, especialmente sendo com sou. Mente aberta e emotivo, tendo vindo a descobrir isso muito recentemente.

- Jace acorda! Estamos a chegar.

- Eu estou acordado mãe. Só que estou a pensar.

- Muito pensas tu ultimamente, isso faz-te mal.

- Eu sei, mas decerto modo conforta-me.

A viagem prosseguiu, uma cidade não muito “ocupada” mas bela em cheiros e sensações. A minha mãe tinha razão, tinha ganho inspiração para a minha próxima obra. As memórias de Madalena passavam na minha cabeça com um flashback, tinha saudades, e muitas e não via a hora de lhe falar, embora isso pudesse custar para ambos, mas isso via depois!

Sai do carro assim que paramos junto a nossa nova casa. A casa onde se ia descobrir tudo e passar tudo.

Não ia negar que estava chateado com a minha mãe, tinha sido horrível o que ela fez, mas possivelmente acabou por ser melhor! Só queria que ela sofresse o menos possível. Estaria agora Madalena a pensar em mim? – Perguntara eu vezes sem conta na minha cabeça.

 

****

O dia estava a ser horrível. Ainda á pouco se tinha ido embora e já agora tinha saudades.

- Mãe, vou dar uma volta.

- Cuidado filha, preta atenção e quero-te em casa cedo.

Definitivamente não me apetecia ficar muito tempo lá fora, apenas ia para me distrair.

- Sim, não te preocupes. Também não estou com muita vontade.

Ela saiu da cozinha, o local de refúgio da mãe, e veio na minha direcção.

- Filha, sei que esta a ser difícil para ti, mas tens os teus amigos e tenta distrair-te, eles também te vão de ajudar. E nós, como teus pais também temos esse dever. Vai dar uma volta e demora o tempo que quiseres, o tempo que precisares para vires com um sorriso para casa.

- Obrigada mãe. – Dei-lhe um abraço forte, acabando por deitar uma lágrima ao lembrar-me de como ele me abraçava e aquele cheiro dele me entrava pelas narinas a dentro. – Tenho de ir! – Disse apressadamente saindo porta fora.

 

*****

Subi as escadas com as malas na mão.

Estendi-me em cima da cama na esperança de poder dormir alguma coisa. Mas não, não foi isso que aconteceu. Dei por mim a abrir a mala de viagem e a tirar a moldura da foto que Madalena me tinha dado.

Tinha sido um dia, uma noite inesquecível e nunca me iria esquecer por mais que o tempo passa-se.

Acabei por desfazer as malas para depois me dirigir á faculdade para ter mais informações da minha turma.

 

****

O fim da tarde avizinhava-se.

Estava eu, sentada na areia a contemplar um dos sítios mais tranquilos que existiam. A praia, precisamente o mar. O berço da vida.

As lágrimas que me tinham escorrido pela cara tinha secado, estava agora com um aspecto capaz de meter medo ao susto. Mas, agora chorava, não sim de tristeza, mas sim por a alegria. A alegria de não ter acabado mas por ter acontecido.

Fui para casa.

Subi as escadas e deitei-me na poltrona, agarrando aquele urso que ele me tinha dado e me tinha prometido que se precisasse de ajuda que estivesse com ele, e, naquele momento necessitava.

Agarrei-me a ele chorando pelas alegrias que tínhamos passados. Nos dois, Madalena e Jace, enquanto namorados.

 

 

publicado por Diogo Simões às 10:38

Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

7º Capítulo

 

A noite anterior tinha-me deixado exausto com tantos copos tomados, apesar de não apreciar álcool gosto sempre de me divertir um pouco e ontem tinha sido demais.

 

Cheguei a casa já de madrugada com as malas á porta sem me lembra que estávamos prestes a partir.

- Jace, não quero chatear-me contigo. Vai já tomar um duche, e vem tomar o pequeno-almoço.

- Sim senhora capitã.

- Muito engraçadinho hoje. Mas vai lá tomar o duche.

Adorava a minha mãe. Sempre foi compreensível e de certo modo me tinha incentivado e encorajado para pedir Madalena em namoro, embora fosse esquisito visto que um pai devia falar com isso ao filho, mas a minha sorte não o permitia.

Subi para o quarto e tomei um duche relaxante que pareceu durar uma eternidade ao som da música do momento. Uprising, dos Muse, que, de certo modo me fazia lembra as minhas maluquices e crises embora não tivesse gostado muito desses momentos. Tinha experimentado drogas e tabaco. Não gostava de ambos, punham-me sempre mal disposto e conhecia os seus efeitos e o mal que fazia á minha saúde, especialmente quando sou jovem!

Sai do duche, vesti-me e arranjei-me.

Desci as escadas e Madalena estava á minha espera.

- Olá!

- Olá – disse eu – tivemos pouco tempo juntos não foi? – Disse eu a rir.

- Pois, mesmo assim já tenho saudades. Só aqui vim para me despedir de ti.

Ela abraçou-se a mim da maneira mais forte que ela tinha. E chorava, fortemente no meu ombro.

- Vou ter tantas saudades tuas, quero falar contigo todos os dias e se eu poder vou ver-te, é mais fácil eu lá ir do que tu vires cá e eu segundo soube tenho lá a casa de umas primas minhas.

- Eu também vou sentir a tua falta, eu ADORO-TE, e nunca duvides disso meu amor! Nunca te vou esquecer independentemente do que acontecer nas nossas vidas no futuro. Quem sabe se não nos unimos outra vez.

O silêncio que se fez foi grande mas ela manteve-se agarrada a mim. Soltou-me e deu-me uma moldura.

- Para te lembrares como foi a nossa última noite, juntos!

O que ela me mostrava era uma foto da noite passada, juntamente com o bonito fogo-de-artifício.

- Obrigado, eu também tenho uma coisa para ti.

Levei a mão ao bolço e tirei um leve fio que continha a letra do meu nome.

- Jace! Não acredito. – A lágrima que lhe caiu da face foi de uma extrema alegria.

– Deixa-me colocá-lo.

- Sim claro.

O pescoço dela era branco e acompanhado pelo seu cheiro doce.

- Fica-me bem! Lindamente! Obrigada!

- De nada! Tudo por ti!

- Bem, parece que é agora. Adeus.

- Adeus Madalena!

- Adeus Jace!

 

publicado por Diogo Simões às 12:56

Domingo, 27 de Junho de 2010
A nova imagem tanto como a frase remetem para as mudanças que vão ocorrer, tanto boas como más.
Podemos ver Jace (esquerda), Marcus (ao centro), e Alice (direita).
publicado por Diogo Simões às 20:41

Aqui fica o 1º Trailer, mas antes umas informações.

Queria havisar que todas as personagens estão agrupadas no mesmo poster com o respectivo poster - Personagens.

Sempre que uma personagem aparecer sera criado um novo poster e depois será agrupada ao poster Personagens.

Dadas as informações, aqui fica o trailer.

 

publicado por Diogo Simões às 19:19

6º Capítulo

 

 

A noite tinha passado nas calmas. Estávamos os dois enrolados nos lençóis da casa do João, que, pelos vistos tinha feito uma festa e aproveitamos para estarmos juntos. E, como ninguém dava pela nossa falta, escapamos e juntamos o útil ao agradável ao facto de os seus pais não estarem em casa. Mesmo assim, não gostava de me aproveitar deste meu amigo! Mas, de qualquer das maneiras tinha de aproveitar.

Naquele momento só me apetecia estar com ela, e para isso arriscava tudo para o conseguir! Esquecendo assim todos os “nossos” problemas.

- Temos de sair daqui. Este quarto é o do João.

- Pois, escolhes-te bem. Só com uma cama é mais fácil estar agarrada a ti.

- Ah! Para a próxima escolho o quarto de hóspedes, como tem a cama de casal.

- Estúpido.

- Eu sei que sou. – Disse fazendo uma cara triste.

- Não faças essa cara que não te resisto.

- Eu sei, venço sempre!

- Convencido.

- Só para ti amor!

Ficamos por mais um tempo e acabamos por adormecer. Naquele momento não consegui pensar na nossa separação, apenas no bom que era estar com ela na nossa última noite.

 

****

 

Acordamos os dois, minutos depois de se ouvir uma porta a bater.

 

 

- Olha que lindos que estamos aqui hoje! – Exclamou João.

- João, meu deus, desculpa. – Desculpou-se Madalena.

- Sim, desculpa, a culpa é minha!

- Não faz mal – disse ele a rir-se – só quero dizer que vamos agora ver o fogo-de-artifício querem vir?

- Sim, vamos já!

Fechou a porta atrás dele e Madalena começou a rir!

- Que vergonha… - Disse ela entre gargalhadas.

- Podes crer.

 

****

Todos estavam reunidos e junto á pequena fogueira que ali tinha sido instalada.

Entramos os dois e nesse momento o primeiro foguete fez um espectáculo naquele céu de verão.

- Nunca me vou esquecer de nós, e deste dia.

- Nem eu Jace, nem eu …

publicado por Diogo Simões às 12:45

Sexta-feira, 25 de Junho de 2010

5º Capítulo

 

Naquele momento não conseguia distinguir as minhas emoções. Por um lado sabia que estava triste de que amava a minha mãe, mas, pelo outro, simplesmente que a odiava por ter acelerado a nossa partida e Madalena iria ficar furiosa comigo, pelo menos era o que eu pensava.

Sai de casa rapidamente, na esperança que a minha mãe não me impedisse. Tinha passado as últimas horas a arrumar a roupa, sapatos e mais uma série de coisas.

Peguei no carro e segui em direcção á casa da minha namorada.

 

****

Parecendo que não, a viagem de Vermont para Sunset Valley custava, tanto a mim, ao carro até as minhas moedinhas.

Estacionei no local mais próximo que consegui. Sai apressadamente do carro e corri, na esperança de demorar o menos possível no trajecto.

Cheguei, toquei á campainha e fui logo recebido pela mãe dela.

- Olá meu filho.

- Olá! A Madalena está?

- Não lamento. Ela estava em baixo depois de ter recebido um telefonema, e sinceramente não sei de quem. E com isto tudo acabou por ir dar uma volta.

- Obrigado! – Agradeci eu.

- De nada Jace.

Desci as escadas e sentei-me á beira da estrada na esperança de me lembrar onde ela poderia ter ido.

Só poderia estar na praia. Segundo ela, era o sítio mais bonito. Combinava a areia com o lindo e grandioso mar.

Corri com o vento na esperança de ela lá estar. Depois de dois longos minutos encontrei-a agarrada a um urso.

O urso que lhe tinha oferecido pelos dois anos de namoro. A expressão dela era de tristeza, melancolia, estava exausta e parecia que tinha estado a chorar “torrencialmente”. Os óculos já não os tinha, apenas os seus olhos vermelhos de tanta lágrima derramada.

Andei na sua direcção e sentei-me ao seu lado, tentado fazer o mínimo barulho possível.

- A tua mãe ligou-me! – Afirmou ela entre lágrimas – Já sei que te vais embora depois de amanhã.

Fui apanhado de surpresa, no entanto, estava furioso com a minha mãe mas ao mesmo tempo com o alívio de não lhe ter de contar a história toda.

- Anda cá disse eu!

Ela aproximou-se de mim e agarrou-me com uma força enorme, carregada de tristeza.

- Não quero que vás embora. Pensava que consegui mas não consigo, eu amo-te. Não consigo viver sem ti.

- Eu também te amo, para mim é tão difícil. Mas sempre que precisares de mim, aperta o urso que te dei, dar-te-á força suficiente para continuares.

- Eu sei. Por isso o tenho comigo, tenho dormido com ele, sabes. Adoro-o tanto como tu, ele para mim és tu. Faz-me lembrar de tudo o que passamos.

- Eu vou estar sempre no teu coração e tu no meu. Mesmo que entre alguém de novo na minha vida, tu sempre foste aquela pessoa especial, a primeira que me fez perder a cabeça, a “ MINHA MADALENA” – Disse em tom forte.

Ficamos agarrados por segundos, minutos, horas. Ambos gostávamos muito um do outro e sentiríamos a falta da relação, mas não podia durar para sempre infelizmente.

- Queres dormir comigo hoje? – Perguntei.

Os olhos dela iluminaram-se de tal forma que as lágrimas secaram.

- Sim, claro!

 

publicado por Diogo Simões às 16:31

Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

4º Capítulo

 

 

 

O ambiente estava animado e com muito amor no ar, sentido especialmente muito por mim e pela Madalena.

- Ainda vais demorar muito tempo a rir? – Perguntei-lhe beijando-a.

- Adoro-te.

- Eu sei.

Ela parou de rir e levantou-se.

- Temos uma semana, para estarmos juntos.

- Eu, sei, mas não penses agora nisso, mata-me.

- Desculpa, mas não vou aguentar.

Ambos estávamos tristes, mas ainda com muita paixão, até que a minha barriga deu sinal.

- Tas com fome mor?

- Estou. – Acabei eu por dizer.

- Mas não comeste nada? Ontem?

Ela fez uma cara das que já conhecia ate que falou.

- Tens de te alimentar, depois vais parar ao hospital depois de perderes os sentidos, não podias ter comido uma sandes?

- Mais alguma coisa mama?

- Não estou a brincar, preocupo-me contigo.

 

- Mas é de manhã, é natural ter fome não?

- Sim, eu sei, mas não comeste ontem, e sabes que tens de comer como todas as pessoas.

- Pronto, desculpa. Anda daí, eu pago-te o pequeno-almoço.

A expressão na cara dela alterou-se, fazendo um bonito sorriso.

- O nosso ultimo pequeno-almoço juntos, possivelmente. – Articulou ela baixando a cara.

- Não vamos falar disso, temos de aproveitar este momento, porque nunca mais vai voltar. Por isso, vamos aproveitar muito bem o pouco tempo que temos, pode ser?

- Claro que pode mor!

Saímos da praia, e fomos a pé até a melhor pastelaria daquela cidade.

 

****

- Já escolhes-te? – Perguntei eu.

- Não e tu?

- Também não, mas apetece-me tanto um salame! Nem imaginas a vontade que tenho! Lembras-te quando …

- Quando te dei á boca o salame? Sim, lembro-me. – Disse eu entre risos.

- Tu e a tua memória.

- Olha quem fala. Afirmei dando-lhe um leve encontrão.

 

****

O dia já ia longo, tinha passado a correr na verdade! Mesmo assim, era estranho, era a ultima semana na sua presença, e na presença das bonitas paisagens daquela cidade.

Entrei em casa e pousei as chaves.

- Onde andas-te? – Perguntou Vilma.

- Calma mãe, estive até agora com a Madalena, tenho de a aproveitar ao máximo o tempo ao pé dela. E, antes que comeces, desculpa não ter avisado e não ter comido ontem antes de sair.

- Muito bem, sabes admitir os teus erros, agora vá, vamos, temos de fazer as malas, e de tratar de uma serie de coisas antes de partimos.

- Mas ainda faltam 3 dias.

- Não, desculpa. Partimos depois de amanhã.

A minha cara iluminou-se de tristeza, acabando mesmo a partir um prato.

 

publicado por Diogo Simões às 11:39

Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

3º Capítulo

 

A minha cabeça estava perto dela e ficamos assim até um bom tempo, até nos sentarmos nas “nossas” cadeiras que ali tínhamos instalado para as nossas noites de verão. Era um momento perfeito, espectacular.

- Vou sentir a tua falta! – Disse ela.

- Eu sei, eu também, a sério que sim, vou estar sempre a pensar em ti.

- Mas vai passar muito tempo… e vais encontrar outra, de certeza.

- Não digas isso.

- Não digo porque? Eu sei que é verdade, e só quero que tu sejas feliz, assim como eu fui enquanto estive contigo e quando estou contigo.

- Tu és espectacular, mesmo. Neste momento devias estar a gritar. – Disse eu soltando gargalhadas.

- Eu não vou gritar, tu já sabes que estou triste e o que sinto.

- E o que sentes?

- Dor, raiva.

- Desculpa, não era minha intenção.

Fez-se um silêncio enorme até que ela voltou a falar.

- E quando te vais embora?

- Daqui a uma semana.

- UMA SEMANA?

- Fala baixo!

- Sim, desculpa. Mas a ideia de te ter só mais por uma semana assusta-me.

Ela estava a ser espectacular comigo. Neste momento só me odiava, por lhe estar a fazer aquilo, aquilo que eu odeio que façam comigo. Nesta semana tinha de estar mais com ela, estarmos juntos, comer juntos e mais umas outras coisas, apesar de ser difícil devido ao meu part-time na oficina do pai do meu amigo Cristian e ainda o trabalho nos bombeiros, mas, neste momento, não queria pensar nisso, só queria passar uma noite com ela.

 

****

A noite foi passando, calmamente, mas friorenta.

- Importas-te de chegar mais perto de mim? – Perguntou ela a tremer.

- Claro que me chego para o pé de ti, mas estás com frio?

- Sim, está muito frio.

- Podias ter dito, assim tinhas-te enroscado a mim.

Rimo-nos os dois, ate que ela se envolveu no meu corpo e adormecemos numa magia repleta de amor, e carinho e de muita compreensão.

 

****

Acordei com o farejar de um cão, muito engraçado, tirando a parte que estávamos os dois cheios de areia.

Não me mexi tentando não a acordar, queria usufruir da sua companhia, e da sua bela imagem de a ver dormir em cima de mim.

- Bom dia. – Disse ela.

- Já estás acordada?

- Sim, á umas horas, não paro de pensar em nós.

- Não penses, a sério, por favor. Assim eu próprio fico triste por te estar a fazer isto.

- Não fiques, apenas deixa-te estar assim, ficamos assim para sempre, ou pelo menos por agora.

- Por mim! – Disse eu a disfarçar a minha dor nas costas.

- Não digas assim, tenta ser mais convincente, eu sei que te dói as costas.

- Conheces-me bem.

- Pois conheço.

Levantou a cabeça e saiu de cima de mim.

- Assim está melhor?

- Não, basta estares longe de mim que fico mal.

- Parvo. – Disse ela a rir-se.

 

publicado por Diogo Simões às 11:24

Terça-feira, 22 de Junho de 2010

2º Capítulo

 

 

 Parei junto ao grande portão daquela enorme casa. Antes de sair, pus-me a pensar em todos os momentos que ali tínhamos passados, desde a nossa primeira noite em que os seus pais não estavam, às festas de final de semestres, entre muitas outras coisas, apenas sabia que não me arrependia de nada. Acabara de me lembrar da primeira vez que tínhamos estados juntos, deitámo-nos naquele chão frio, de pedra, e ela deitou a cabeça em cima do meu peito e enquanto brincava às pedrinhas , contemplava-mos o céu, num momento romântico e tranquilo. Apesar de umas intervenções dos nossos amigos. Em fim, bons momentos que ia acabar, que tinham mesmo de acabar para não nos custar.

Acabei por tocar á campainha, e ela fez aquele som familiar e clássico, tal como nos filmes que tínhamos vistos juntos. O portão abriu-se e lá entrei.

 

****

 

 

Sentei-me nos sofás cómodos e clássicos e esperei por ela.

- Olá, amor, sempre pontual, adoro-te – declarou ela beijando-me suavemente nos lábios.

- Eu também, mas temos de falar sobre esse respeito, mas anda, vamos dar uma volta á praia.

Ela olhou-me com uma cara normal apesar do seu ligeiro ar de descontentamento, visto que já tínhamos falado disto algumas vezes, e, por isso, fiquei mais descansado, assim não a apanhava de surpresa.

 

****

O dia estava prefeito, nomeadamente a tarde, calma e serena. As nossas sombras eram projectados no chão com uma beleza incrível, ate que tomei a liberdade de falar.

- Amor?

- Sim, eu já sei o que me vais dizer – ela disse aquilo com uma simplicidade enorme mas eu sabia que lhe estava a custar. Ela agarrou-se a mim e deu uma volta acabando por ficar agarrada a mim.

- Tu sabes que eu te amo, muito mesmo, temos passado por tudo e eu adoro-te, mas surgiu esta oportunidade á minha mãe, e sabes as dificuldades que temos passado.

- Eu sei, mas eu já te disse que podia pedir aos meus pais para lhe ajudarem, eles conhecem muita gente…

- Eu sei, mas esta fora de questão e a minha mãe não aceita, eles já falaram disso.

- Tu não queres ficar junto de mim, não é?

Ela saiu dos meus braços e seguiu em frente pela praia fora.

 

 

- Espera, tu sabes que eu te adoro, mas eu tenho de estar com a minha mãe, para ela também é difícil, por favor tenta perceber isso. Eu ligo-te todos os dias, falamos todos os dias pelo MSN, pela Web, por favor eu adoro-te e nunca duvides disso...

Sabia que tinha repetido muito, mas tudo o que disse foi verdadeiro, e queria dizer-lhe.

- Eu sei, mas para mim é difícil, deixar de te ver, de estar contigo, do teu calor, da tua voz. Vai custar…

- Tal como a mim – Declarei eu cortando as palavras disso.

Não sei como aconteceu, mas quando dei por mim, ela tinha tropeçado nos meus pés e ficamos caídos um em cima do outro.

- Também vais ter saudades disto? – Perguntei eu beijando-a como ela gostava.

Depois do amor do beijo ela falou.

- Claro, só de não te ver mata-me.

 

 

- Queres passar cá a noite?

- Sim, claro, desde que esteja ao pé de ti.

Deitámo-nos e ficamos a contemplar o por de sol, o ultimo por de sol.

 

publicado por Diogo Simões às 10:20

Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

1º Capítulo

 

Julho

As férias estavam a acabar, era horrível pensar nisso.

Faltava cerca de uma semana para Agosto, e tinha de me despedir de Madalena, uma rapariga espectacular que me tinha conquistado, mas apesar das suas manias era uma pessoa agradável.

- Estou? – Perguntei eu para o outro lado da linha.

- Sim, daqui é a mãe da Madalena, em que te posso ajudar Jace? – Questionou ela com a sua voz simpática e alegre.

- Queria falar com a sua filha, se não se importar de a chamar, agradeço esse favor.

Ouvi-a a gritar pelo nome da filha até que a sua voz se fez ouvir:

- Ela vem a caminho, vou deixar o telefone pousado, com licença.

A mãe dela era espectacular e o pai também, causando-me inveja visto que o meu morrera já quando eu tinha dez anos num incêndio terrível…

- Olá amor! – Exclamou ela com a sua alegria matinal.

- Bom dia, dormis-te bem? – Acabei eu por perguntar.

- Sim, mas podia ter dormido melhor se tivesses aceitado o meu pedido, mas pronto, não é por isso que te deixo de amar.

- Obrigado, mas sabes como é! Não posso gastar tanto dinheiro de Vermont para Sunset Valley, desculpa.

- Eu sei amor, mas ligaste -me tão cedo para que?

Houve um silêncio constrangedor mas acabei por falar numa voz calma e serena.

- Queres vir dar uma volta comigo? Hoje? Bem, agora?

- Sim, claro, deixa-me só arranjar-me, vou ter a tua casa às nove e meia, pode ser?

- Não, eu vou buscar-te.

- Ok, mas tens a certeza de que está tudo bem?

- Sim, claro – Disfarcei – depois eu explico, vá até já, amo-te.

- E eu a ti.

Desliguei o telefone e encarei a minha mãe.

- Saíste-te bem, mas desculpa, eu sei que gostas dela muito, mas sabes como está a minha carreira agora, esta oportunidade é única, e sem a ajuda do teu …

- Pai – Continuei.

- Sim, sem a ajuda do teu pai tem sido difícil, e tu tens visto isso. Eles vão-me pagar o triplo, e tu tens um dom incrível para escrever e sempre podes arranjar novas histórias.

Ela acabou e veio ter comigo.

- Eu adoro-te, e isto vai ser difícil, mas…

- Fala mãe, não tenhas problemas, eu sempre te ajudei e compreendi.

- Eu adoro-te por isso, tu compreendes-me sempre e adoro-te, por isso, quero que possas escolher, ou ir comigo, ou ficares aqui, tens todo o meu apoio se escolheres ficar aqui. Eu mando-te dinheiro todos os meses e tu agora também trabalhas nos bombeiros, por isso, escolhe, só quero a tua felicidade, mais nada.

Ela estava a ser sincera, e eu sabia disso, eu era capaz de a largar e ficar aqui, por mim, e pelo amor que tinha a esta terra e a Madalena, mas sentia que tinha de proteger a minha mãe, e era isso que queria fazer Em Housim´s Island tinha muitos amigos que tinha feito nas pequenas férias e quem sabe se na faculdade não os iria encontrar e ficar na mesma turma, talvez até descobrisse o amor outra vez, apesar de isso me custar, de deixar Madalena.

- Eu aceito, mas eu vou voltar a Vermont e a Sunset, pode ser?

- Sim, claro.

Eu amava-a tanto que, se algo de mal acontece-se a ela, nunca me iria perdoar.

- Vá, está na hora, vai lá buscar a tua donzela encantada. – Disse ela soltando umas gargalhadas.

Sai de casa pronto para a ir buscar, sabendo que era possivelmente, a última vez que a iria ver.

 

 

 

publicado por Diogo Simões às 12:35

Sábado, 12 de Junho de 2010
publicado por Diogo Simões às 17:19

Jace:

Gosta de manter-se de igual para igual com qualquer pessoa numa disputa. Não se sente nem busca ser melhor nem pior que ninguém, é uma pessoa de mente aberta. Não gosta de ficar parado, pois tem grande agilidade mental e física. Gosta de passar seu tempo lendo e adora estudar, não deixa passar uma oportunidade de viajar. É daqueles que possui uma paixão invejável pela vida. Não tem muita diplomacia na hora de dizer certas verdades, julgar ou criticar, costuma fazer isso à queima-roupa.

 

 

Madalena:

Muito ligada a família, e emotiva. Costuma exagerar nos seus cuidados e corre o risco de sufocar as pessoas que ama sendo assim. Tem muita energia e por isso deve sempre manter-se ocupada com alguma coisa. Nos relacionamentos amorosos ou mesmo de amizade, quando se magoa, procura se recolher para dentro de si mesmo e só sai quando recebe um pedido de perdão. Um bom conselho seria aprender a controlar seu temperamento e deixar as pessoas que ama mais na delas.

 

 

Vilma (mãe de Jace):

Possui uma lucidez incomum, especialmente no que se refere a julgar o mundo e as pessoas. Sempre abre a boca para dizer a coisa certa. O problema é que não vive com os pés no chão, e desliga sua atenção com uma rapidez incrível. Por vezes isso dá a impressão de não estar nem ai para o que acontece a sua volta. Liberdade, é uma coisa muito importante para você e, e por esta razão prefere resolver sozinha os seus problemas sem pedir ajuda ou conselhos a quem quer que seja. Não gosta nem de dar nem de receber ordens. E precisa aprender a controlar a teimosia.

 

Marcus:

 Muito ligado a família, e emotivo costuma exagerar nos seus cuidados e corre o risco de sufocar as pessoas que ama sendo assim. Tem muita energia e por isso deve sempre manter-se ocupado com alguma coisa. Nos relacionamentos amorosos ou

 mesmo de amizade, quando se magoa, procura se recolher para dentro de si mesmo e só sai quando recebe um pedido de perdão. Um bom conselho seria aprender a controlar seu temperamento e deixar as pessoas que ama mais na delas, no entanto é uma pessoa que aparenta ser poderosa e vingativa.

 

 

Alice: a verdadeira.

É uma pessoa extremamente sincera mesmo quando isso lhe pode custar uma amizade. Tem também o Dom da liderança. Por isso, não gosta de trabalhar para os outros.

publicado por Diogo Simões às 13:32

Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

 

 

 

 

Á muito tempo que Jace, um jovem curioso e que anda no fim da faculdade, acredita em várias superstições do que poderá ser o sítio mais enigmático do mundo. Quando Jace se apaixona pela sua colega de faculdade Alice, estes desenvolvem uma grande relação.

Quando Alice vai para a sua viajem de finalistas algo de terrível acontece.

Por cá, Jace assiste às notícias em que um avião – S899 – desaparece. Ao saber a noticia que a sua amada ia nesse voou, ele parte para o sítio que o faz perder a cabeça, conhecido como Triângulo do Diabo.

publicado por Diogo Simões às 11:19

Sábado, 05 de Junho de 2010

Brevemente mais informações!

publicado por Diogo Simões às 15:39

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obrigadoooo ! adorotee <3
Adoreiii tou anciosa pelo proximo capitulo *.*bjnh...
MUITO OBRIGADO =D
Muito Bom!Gostei mesmo!Continuaaaaa! ^^
MUITO OBRIGADO!É bom saber isso! ;)
O teu melhor vídeo até agora! Sim senhor, um grand...
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Obrigado aos 4! Lol! é bom saber isso! Esperem por...
Muito bom mesmo! Em cada episódio consegues surpre...
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Obrigado aos dois!
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